Neste 1.º aniversário do “Por Outras Palavras”, a única palavra que vos posso dedicar é um simples, mas sincero “OBRIGADA“…
… pelas visitas, pelas palavras que deixaram e, sobretudo, pelas amizades que fomos criando e consolidando. A caminhada continua…Parabéns a todos vós!
*
Obrigada…
“Nada nos pára”
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Bicas - Mascote do movimento paralímpico de PortugalApoiem os nossos atletas dia 28 de Junho, num dia muito especial. Aqui encontram todas as informações relativas a este evento.
Importa querer… porque a eles nada os pára.*
Não - Álvaro de Campos
[Álvaro de Campos, um desenho]
Não: devagar.
Devagar, porque não sei
Onde quero ir.
Há entre mim e os meus passos
Uma divergência instintiva.
Há entre quem sou e estou
Uma diferença de verbo
Que corresponde à realidade.
Devagar…
Sim, devagar…
Quero pensar no que quer dizer
Este devagar…
Talvez o mundo exterior tenha pressa demais.
Talvez a alma vulgar queira chegar mais cedo.
Talvez a impressão dos momentos seja muito próxima…
Talvez isso tudo…
Mas o que me preocupa é esta palavra devagar…
O que é que tem que ser devagar?
Se calhar é o universo…
A verdade manda Deus que se diga.
Mas ouviu alguém isso a Deus?
*
Boca do Mundo (Chama) - Mesa
“Boca do Mundo” é o nome do tocante single de estreia de “Para Todo o Mal”, o novo trabalho discográfico do grupo nortenho Mesa, lançado dia 12 do passado mês. Este e outros temas podem ser escutados aqui.
Se a chama chega,
E ninguém chega à chama
De que vale arder?
Se o barco parte sem velas,
De que serve a maré?Não se mostra o trajecto
A quem parte para se perder
Não se dá boleia
A quem precisa de ir a péE é como quando pensas que estás a chegar
E não deste um passoOnde estou, nada mais pode crescer
Eu sou assim, uma fénix a arder
São só os meus erros, é toda a minha culpaHoje até o ar anda cansado
Preciso de um enigma
Para pôr fim ao tropor
Não sei o que me deu, não costumo estar assim
Desço a rua que passa, rente à boca do mundoSinto a vida que passa
E os rumores que circulam na boca do mundoOnde estou, nada mais pode crescer
Eu sou assim, uma fénix a arder
São só os meus erros, é toda a minha culpa
E é tudo o que faço
E é todo o meu cansaçoPor fim, por fim…
Onde estou, nada mais pode crescer
Eu sou assim, uma fênix a arderOnde estou, nada mais pode crescer
Eu sou assim, uma fénix a arder
São só os meus erros, é toda a minha culpa
É tudo o que faço
E é todo o meu cansaçoE é tudo o que faço
E é todo o meu cansaçoPor fim, por fim…
Sinto a vida que passa
Na boca do mundo, não se sabe quem é quem…
Manifesto do Riso…
* É bem verdade, rir faz tão bem… e rimo-nos tanto ontem, mesmo sem “Frize”.
Moral da história: somos portugueses e AMIGOS felizes!
This is what we call the Muppet Show!
Sabe bem recordar estes momentos e bastam os primeiros acordes da abertura do “The Muppet Show”, para que imediatamente se rasgue um grande sorriso no rosto de quem escuta. Pelo menos foi o que aconteceu comigo, assim que vi o vídeo que se segue.
It’s time to play the music
It’s time to light the lights
t’s time to meet the Muppets on the Muppet Show tonight.It’s time to put on makeup
It’s time to dress up right
It’s time to get things startedIt’s time to get things started
On the most sensational inspirational celebrational Muppetational
This is what we call the Muppet Show!(Sem esquecer o trompete do Gonzo a rematar, claro)
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Ouve Bem - Tiago Bettencourt e Cool Hipnoise
O movimento UPA manteve a promessa e lançou a música do mês de Maio, desta vez versando sobre a dicotomia Dependência/Autonomia. Como sempre, o download pode ser feito no site da Encontrar-se. Fiquem então com o trailer do tema “Ouve Bem” de Tiago Bettencourt e Cool Hipnoise.
* Eu estou com esta causa desde o início… com imenso orgulho!
Janeiro: “Pertencer” - Xutos & Pontapés + Oioai (discriminar/integrar)
Fevereiro: “Ele é que não” - Rodrigo Leão + JP Simões (negar/assumir)
Março: “Vendaval” - Camané + Dead Combo (separação/união)
Abril: “O Rei Vai Nu” - Sérgio Godinho + Xana (culpa/tolerância)
Maio: ”Ouve Bem” - Tiago Bettencourt + Cool Hipnoise (dependência/autonomia)
A Sós Com a Noite - Ana Moura
“A saudade a bater
Uma dor que ao doer é só minha”Este tema conta com a participação de Tim Ries, o saxofonista dos Rolling Stones, algo que não acontece no vídeo que aqui deixo, uma vez que este resulta de uma gravação ao vivo no Forte da Trafaria. No álbum “Para além da saudade” ou aqui encontram a versão original, onde a beleza do saxofone se destaca de forma sublime ao juntar-se à voz arrepiante de Ana Moura.
A luz que se arredonda
Alongando uma sombra sozinha
A saudade a bater
Uma dor que ao doer é só minhaUm desvio inquieto
Um olhar indiscreto na esquina
Um rapaz de blusão
Arrastando pela mão a meninaPassa um velho a pedir
Incapaz de sorrir pelos passeios
Um travesti que quer
Assumir-se mulher sem receiosO alarme de um carro
Um cigarro apagado indulgente
Um cheiro inusitado
O semáforo fechado para a genteSobe o fado de tom
E o fadista que é bom improvisa
Estão em saldos os sapatos
Desce o preço dos fatos de cor lisaUm eléctrico cheio
Uma voz de permeio vai chover
Bate forte a saudade
Como é grande vontade de te ver*
Quando for grande quero ser um brincador…
Assim que vi este vídeo, fruto de uma campanha de sensibilização da MTV para o grave problema da exploração infantil, as palavras do belíssimo texto “O Brincador” de Álvaro Magalhães assaltaram de imediato a minha mente. Sim… porque todas as crianças têm direito a ser “brincadores”.
“Quando for grande, não quero ser médico, engenheiro ou professor.
Não quero trabalhar de manhã à noite, seja no que for.
Quero brincar de manhã à noite, seja com o que for.
Quando for grande quero ser um brincador. Ficam, portanto, a saber: não vou para a escola aprender a ser um médico, um engenheiro ou um professor.
Tenho mais em que pensar e muito mais que fazer.
Tenho tanto que brincar, como brinca um brincador, muito mais o que sonhar, como sonha um sonhador e também imaginar, como imagina um imaginador…
A minha mãe diz que não pode ser, que não é profissão de gente crescida.
E depois acrescenta, a suspirar: ” é assim a vida “.
Custa tanto acreditar! Pessoas que são capazes, que um dia também foram raparigas e rapazes, mas já não podem brincar.
A vida é assim? Não para mim. Quando for grande, quero ser brincador.
Brincar e crescer, crescer e brincar, até a morte vir bater à minha porta.
Depois também, sardanisca verde que continua a rabiar depois de morta.
Na minha sepultura, vão escrever: ” Aqui jaz um brincador. Era um homem simples e dedicado, muito dado, que se levantava cedo todas as manhãs, para ir brincar com as palavras “.
The Greatest - Cat Power
Não se fica indiferente à voz de Cat Power, isso é certo… deixo-vos o tema “The Greatest” e as palavras que o embelezam e que faz parte da banda sonora do filme “My Blueberry Nights”, já aqui comentado. Espero que gostem…
*
Once I wanted to be the greatest
No wind or waterfall could stall me
And then came the rush of the flood
Stars of night turned deep dustMelt me down
Into big black armor
Leave no trace of grace
Just in your honor
Lower me down
To culprit south
Make’em wash a space in town
For the lead
And the dregs of my bed
I’ve been sleeping
Lower me down
Pin me in
Secure the grounds
For the later paradeOnce I wanted to be the greatest
Two fists of solid rock
With brains that could explain
Any feelingLower me down
Pin me in
Secure the grounds
For the lead
And the dregs of my bed
I’ve been sleeping
For the later paradeOnce I wanted to be the greatest
No wind or waterfall could stall me
And then came the rush of the flood
Stars of night turned deep to dustin “The Greatest” - 2006





