Pessoal e Intransmissível…

Ao contrário do que é habitual, começo hoje pelas palavras, sem sons, sem vozes… talvez assim os nossos sentidos se orientem melhor, sem lugar para desvios ou precipitações.
É urgente perceber que o tempo teima fazer de nós seres quase sem alma, que sobrevivem, não vivem… e que cabe a cada um de nós lutar contra essa demanda, encontrando o tempo que nos pertence e sentir cada momento como único, pessoal e intransmissível.

A premissa é simples: VIVER A VIDA COM TODA A INTENSIDADE! A FELICIDADE VIRÁ DE SEGUIDA!

Deixo-vos o tema “Fragilidade” de Mafalda Veiga, para que pensem nisso. *

FRAGILIDADE

Talvez pudesse o tempo parar
Quando tudo em nós se precipita
Quando a vida nos desgarra os sentidos
E não espera, ai quem dera

Houvesse um canto para se ficar
Longe da guerra feroz que nos domina
Se o amor fosse como um lugar a salvo
Sem medos, sem fragilidade

Tão bom pudesse o tempo parar
E voltar-se a preencher o
vazio
É tão duro aprender que na vida
Nada se repete, nada se promete
E é tudo tão fugaz e tão breve

Tão bom pudesse o tempo parar
E encharcar-me de azul e de longe
Acalmar a raiva aflita da vertigem
Sentir o teu braço e poder ficar

E é tudo tão fugaz e tão breve
Como os reflexos da lua no rio
Tudo aquilo que se agarra e já fugiu
É tudo tão fugaz e tão breve

(in álbum “Nada se repete”  [1992] de Mafalda Veiga)

  
                                    Mafalda Veiga
 & Luís Represas

3 pensamentos sobre “Pessoal e Intransmissível…

  1. Bem verdade Amiga, bem verdade… a premissa é tão simples quanto disseste, nós é que por vezes (demasiadas até) complicamos que chegue…

    há momentos em que realmente me apetecia parar o ponteiro do relógio e tomar (esse momento) para a eternidade… 🙂 que esses vazios que sentimos sejam apenas intermitências da felicidade que conquistaremos a cada passo que damos em frente!

    bjinho doce*

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  2. Esta é uma das minhas músicas preferidas. Ouço-a desde os tempos do liceu e tem um cantinho no meu Ipod. A expressão “tão bom pudesse o tempo parar”, ainda hoje faz sentido para mim… e fazia muito mais quando os recreios do liceu me enchiam de momentos de pura alegria, hoje tão nostálgicos!

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  3. Lili,

    Nós racionalizamos demasiado a vida. Aí reside o mal. Temos de aprender a modificar isso. Beijitos. *

    ML,

    Esta é também uma música muito importante na minha vida, tal como outras da Mafalda Veiga, que é para mim a cantora que melhor fala do tempo, das palavras, daquilo que nos une.
    Obrigada pela visita.
    Beijinhos. *

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