Lugares mágicos, músicas ternas e amores eternos…

Soneto de Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

Vinicius de Moraes (Novembro 1939)

Maria de Vasconcelos ornamentou os dois últimos versos deste lindo soneto e construiu uma terna música, chamada “Plágio”, que me transporta para lugares mágicos, que de vez em quando gosto de visitar.

in “Era uma vez…” (2005)

Talvez um dia se acabe
esta loucura que arde
e faz arder loucamente
o dia por acabar

Talvez um dia se vá
a doce melancolia
eterna a terna magia
do beijo por esperar

Talvez um dia
porém…
até que a morte separe
juro o verso que roubei

Que a chama dure, perdure
na verdade que sonhei
e o sonho acorde seguro
da noite em que te encontrei

Olho-te, quero-te, tenho-te, amo-te
Enrolo-te, devoro-te, juro-te, adoro-te
Jogo-te, ganho-te, ganho-te, exploro-te
Jogo-te, perco-te, perco-te, choro-te

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