‘Quando for grande, quero ser brincador. Brincar e crescer, crescer e brincar…’*

Desde que li este post, as imagens e as palavras não deixaram de girar na minha cabeça. Comentei no blog, mas não descansei enquanto não partilhei aqui este registo fotográfico tão interessante,  revelador da sociedade que nos rodeia e digno de reflexão por qualquer pai, mãe ou encarregado de educação… ou por qualquer outra pessoa que se interesse pelo assunto. Podem ver as restantes fotos de Gabriele Galimberi aqui e perceber todos os meandros deste trabalho, bem como as suas considerações sobre o mesmo. De forma sucinta, quero apenas salientar que, durante 18 meses, Gabriele Galimberi fotografou crianças e os seus brinquedos predilectos em vários pontos do planeta, em diferentes contextos sócio-económicos, destacando um ponto comum entre elas –a alegria de brincar. A diferença encontrava-se na quantidade de brinquedos que possuíam e no modo como reagiam perante a partilha dos mesmos. As crianças que tinham menos brinquedos tinham menos receio em partilhar, ao contrário das que tinham mais, que se mostravam mais possessivas. Claro que haverá mais ilações a retirar deste estudo, mas este ponto é o que infelizmente mais me assusta, sobretudo quando penso no mundo competitivo que as nossas crianças têm de enfrentar.

Recuperando o comentário que deixei no blog As Maravilhas da Maternidade, repito: o meu filho completou 16 meses a semana passada e começou há alguns meses a interagir, de forma mais intensa, com os seus brinquedos, que são poucos, admito, porque acredito que não é a quantidade que fará dele uma criança mais feliz. Para além disso, apercebo-me de uma tendência, que pode naturalmente mudar, mas ele já tem as suas preferências e escolhe invariavelmente os mesmos brinquedos.
Eu fui habituada a ter pouco e a partilhar o pouco que tinha, dadas as circunstâncias da vida. Se isso fez de mim uma pessoa mais ciente do valor das coisas e mais solidária, não sei, mas são esses os valores que anseio transmitir ao meu filho. Se vou conseguir? Não faço a ideia. Sei apenas que vou tentar.

Fiquem com algumas das fotografias, umas mais divertidas e cor-de-rosa e outras que nos deixam de ‘cabelos em pé’.

Orly – Brownsville, Texas

Li Yi Chen – Shenyang, China

Alessia – Castiglion Fiorentino, Itália

Abel – Nopaltepec, México

Keynor – Cahuita, Costa Rica

Arafa & Aisha – Bububu, Zanzibar

Bethsaida – Port au Prince, Haiti

Enea – Boulder, Colorado

Botlhe – Maun, Botswana

Cun Zi Yi – Chongqing, China

Taha – Beirut, Líbano

Chiwa – Mchinji, Malauí

Pavel – Kiev, Ucránia

Shaira – Mumbai, India

Stella – Montecchio, Itália

Naya – Managua, Nicarágua

Tangawizi – Keekorok, Quénia

* Excerto do texto O Brincador de Álvaro de Magalhães

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