Não consigo ficar indiferente a este emocionado relato, não apenas por ser do João Tordo, filho do ‘nosso’ Fernando Tordo, mas também por retratar fielmente o estado deste país. Um país a viver numa ilusão pegada de que ‘está tudo bem’ ou de ‘que vai ficar tudo bem’, quando o que temos, para além de um país (quase) falido, é um grupo considerável de cidadãos sem memória a viver uma esperança fingida.
Nunca esta música de Fernando Tordo fez tanto sentido, como hoje, ou ontem, quando o filho João Tordo teve de se despedir do seu pai, que Portugal parece não saber quem é. Fico feliz por não me incluir nesse grupo, por saber quem é Fernando Tordo!
Obrigada, pai, por me teres ensinado que as palavras também constroem a memória de um país.
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