A força das palavras…

Foto @ Pinterest

Sou gordinha há muito tempo. Não tenho quaisquer problemas com isso. Aliás, nunca tive! Quem me conhece, sabe disso. 🙂 Desde que não me traga problemas de saúde, vivo bem. Aborreciam-me, sim, e apenas quando era mais nova, as alcunhas que alguns ousaram atribuir-me, que felizmente não me afectaram nem psicologicamente, nem a nível comportamental, mas que me deixavam triste, confesso, e que nunca achei correcto, antes de muito mau gosto.
Tudo isto para dizer que não gosto de ouvir (ou ler pela blogosfera) algumas mães apelidarem as suas crianças de ‘gordinha(o)’, ‘gorducha(o)’, ‘balofinha(o)’, ‘pipinha(o)’ e outros nomes similares. Acredito que é tudo dito com muito amor, sem intenção de ferir, mas, por muito que possa acontecer o contrário, há sempre a possibilidade de esses nomes se tornarem demasiado presentes na vida da criança. Por coincidência (ou não), essas mães são quase sempre magras, ou, melhor dizendo, têm o peso que a sociedade acha aceitável E convenhamos que uma pessoa magra raramente gosta que a chamem de ‘magrela’, ‘magricela’ ou ‘trinca-espinhas’.

Ai, as palavras! Eu acredito que as palavras têm uma força imensa e que se incrustam nas nossas mentes ‘em pezinhos de lã’. Por vezes, só mais tarde percebemos o mal que nos fizeram. Posso estar a ser exagerada, mas é assim que eu penso e, por isso, tento sempre ser meticulosa na escolha das minhas palavras para os outros. Não sou perfeita, mas tento ser o melhor possível… Já Eugénio de Andrade dizia que
‘São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal’.

Assim penso também!!!

Da (extraordinária) intemporalidade da arte…

Neste caso de uma canção, ou melhor, de uma obra de arte de um artista prodigioso, que eu adoro – Roger Waters. E, sim, a chuva tem em mim este efeito nostálgico. 🙂 Apesar do assunto difícil que as palavras queriam (e que continuam a querer) perpassar, percebe-se que pouco (ou quase nada) mudou, salvo o salto temporal de mais de 3 décadas e uma indelével nota de optimismo que, ainda agora, teimamos em nunca deixar de acreditar.

Who is the strongest, who is the best
Who holds the aces, the East or the West
This is the crap our children are learning
But oh, oh, oh, the tide is turning

Bom Domingo…

Adorei este cartoon do Mutts!

E acreditem que é possível ser feliz, basta acreditar. mutts