Work in progress << Da vida e do que (posso e quero) fazer para a viver bem #3

enthusiasm

Foto @ Pinterest

“Estamos convencidos que quanto mais entusiasmados nos sentirmos, mais estamos a viver. Mas nem sempre é assim.
Chegamos a achar que uma coisa que não nos entusiasma não tem valor ou não vale a pena.
Mas quem diz que aquele trabalho que parece uma seca não vai ser uma boa surpresa? Quem diz que aquela pessoa que não valorizamos pode-se tornar num dos nossos melhores amigos? Quem diz que aquele projecto que achamos ridiculo não pode ser a nossa grande vocação?
(…)
A verdade é que é uma ingenuidade querer estar sempre entusiasmado. O entusiasmo é uma parte maravilhosa da vida, mas não é a vida. O entusiasmo é um extra. Não vivemos para estar sempre entusiasmados. O entusiasmo é um bónus que nunca sabemos quando vai chegar.”

Daqui

Daqueles momentos que quero recordar, só porque sim…

compotademorango

Compota de morango…

Eu sei. Não é muito habitual ter posts sobre cozinha, receitas e afins aqui no estaminé. Mas hoje fiz compota pela primeira vez (nada de extraordinário também, bem sei), mas ficou tão bonita (e deliciosa) que não resisti partilhar. 🙂

Encontram a receita aqui.

‘Tira a mão do queixo, não penses mais nisso’*

E de como este verso do Palma pode ser o mote para um dia de sorrisos… ou do sorriso, se insistem em dedicar-lhe um dia de celebração. Acordei a pensar neste tema, a trautear esta música, que me acompanha há tantos anos e que deve estar por outros posts do blog. Um tema que é, em tantos momentos, o meu mantra, a minha bússola ou qualquer outra coisa imensa que tem o condão de me fazer levantar e continuar. Se possível, com um sorriso no rosto.

Em boa verdade, se tirarmos a mão do queixo, torna-se bem mais fácil SORRIR! 🙂

*A Gente Vai ContinuarJorge Palma

Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Para interiorizar #9

Dalai_Lama
Imagem @ Grow Consulting

Work in progress << Da vida e do que (posso e quero) fazer para a viver bem #2

É comum ouvir pessoas de 40 ou 50 anos dizerem que têm a vista cansada. Esse mal óptico é facilmente corrigível pela adequada prótese ocular, e por isso no momento oportuno puxam de uns óculos maravilhosos, que os ajudam a ver o que precisam, quer seja um jogo de palavras cruzadas ou um casaquinho de malha (sim, são estas as grandes ocupações desta geração).

Contudo, bem mais alarmante que essa natural fraqueza ocular, é a vista cansada que nada tem que ver com retinas e demais. Estamos a falar da própria forma como se vê as coisas. Estamos a falar de um olhar cansado: que já não se espanta, que já não se entusiasma, que já não tem esperança. E há quem o tenha desde os 20 anos. É um olhar desapontado com a realidade: Eu já vivi muito… Eu sei como as pessoas são… Já sei tudo o que preciso saber. Já nada me surpreende…

É um olhar que perdeu 3 capacidades: 1. O espanto O espanto é uma interrupção da realidade. É ser surpreendido por pequenos milagres. Milagres tão simples como sentir pele de galinha, ver uma lua cheia ou receber um abraço inesperado. O espanto é uma capacidade própria dos humildes e das crianças. É próprio de quem se deixa surpreender, próprio de quem não sabe tudo. O espanto é o começo do entusiasmo.

2. O entusiasmo O entusiasmo é uma distorção da realidade. É pegar nela e puxá-la para cima. O entusiasmo põe os olhos a brilhar e faz-nos fazer loucuras. Mas loucuras absolutamente necessárias: ir dançar uma noite inteira depois de um dia de trabalho. Ver o nascer do sol. Mergulhar num mar gelado. Beijar a pessoa de quem se gosta. O espanto é o começo da esperança.

3. A esperança A esperança é uma superação da realidade. É esperar sempre a coisa maior. É contra todas as evidências, confiar que a vida vai-se expandir em possibilidades nunca antes previstas ou imaginadas. A esperança nada tem que ver com o optimismo, esse copo meio cheio e meio tonto. Ela parte de razões muito mais fundas, que não vacilam mesmo nas dificuldades. Ela permanece, porque está assente na convicção inquebrável que independentemente do que aconteça pode sempre nascer uma coisa melhor das condições presentes.

No fundo, a vista cansada é deixar de se espantar, e por isso deixar de se entusiasmar, e por isso deixar de ter esperança. É perder a capacidade de brincar com a realidade: deixar a reinventar, sonhar e construir. É deixar de se surpreender.

Mas pode uma pessoa ter uma vista cansada e recuperar o seu olhar? Pode, mas dá trabalho. É preciso deixar tudo o que cansa o olhar: horizontes sem perspectiva, relações sem amor, acções sem sentido. Mas não basta isso… é preciso descansar o olhar em coisas que valem a pena. Reparar e parar no que anima e no que entusiasma. Acreditar e voltar a acreditar nas coisas pequeninas e nas coisas grandes. Agradecer tudo o que há e tudo o que não há.

E assim aos poucos, podemos recuperar um olhar que se surpreende.Um olhar fresco e um olhar descansado. Um olhar que ao chegar aos 50 anos até se vai rir… quando reparar nas palavras cruzadas ou no casaquinho de malha que tem ao colo.’

Daqui

Pegar nas palavras (positivas) de outros e (re)começar o dia…

Porque às vezes os nossos pensamentos estão emaranhados em teias de incertezas, dúvidas ou energias menos positivas.
Porque nem sempre somos capazes de nos levantarmos com o ímpeto certo, rodeados das palavras, que até sabemos, mas que de repente se desviaram do nosso coração.
Acredito, por isso, que, mais importante do que ter a certeza de tudo, é saber que não estamos sós e que há sempre alguém com as palavras ou o tom certo para nos abrir caminho. Hoje esta música teve as honras de abertura no meu dia.

Bom dia, alegria!!!

 

Say – John Mayer

Take all of your wasted honor
Every little past frustration
Take all of your so-called problems
Better put them in quotations

Say what you need to say…

Walking like a one-man army
Fighting with the shadows in your head
Living out the same old moment
Knowing you’d be better off instead if you could only

Say what you need to say…

Have no fear for giving in
Have no fear for giving over
You’d better know that in the end it’s better to say too much
Than never to say what you need to say again…

Even if your hands are shaking
And your faith is broken
Even as the eyes are closing
Do it with a heart wide open

Say what you need to say…

Nem todos preenchem os requisitos para este emprego…

Muito bom!!! ❤

Porque o lado solar é sempre mais fugaz…

ironia

Foto daqui

A foto é esclarecedora! Todos fazemos um pouco este juízo, em relação a quem não conhecemos! Esquecemos que TODOS (sem excepção) possuem um “túnel secreto a loja de horrores / A arca escondida debaixo do chão”, como escreveu o Carlos Tê e canta o Rui Veloso no maravilhoso ‘Lado Lunar’!
Por isso, não se afastem do que importa. Valorizem quem realmente conhecem, porque serão esses que estarão sempre por perto! ❤

Bom Domingo!

Sobre a perseverança…

Instantes de ♥ #1

carros