Falemos de igualdade…

man's_world
Foto @ Pinterest

Dizer com veemência, em pleno século XXI, que o mundo divide-se de forma equitativa entre homens e mulheres é (praticamente) o mesmo que dizer que o Pai Natal de facto existe. Infelizmente,  estamos ainda longe de alcançarmos esse justo privilégio (e não, não estou a falar do bonacheirão das barbas brancas :D). Não me sinto derrotada ou pessimista, porque, apesar de tudo, ainda acredito no poder e na enorme importância da mulher nesta sociedade. Sei bem e admiro o quanto muitas mulheres lutaram, para que hoje facilmente usufruamos de direitos que anteriormente mais pareciam absolutas heresias. Sei também que continua ainda muito por conquistar. Continuo a achar, mesmo assim, que há mais desequilíbrio nesta história, do que aquilo que nos querem fazer acreditar.

Senão, expliquem-me isto. Porque razão um médico chama APENAS a minha atenção para um determinado assunto, se eu e o meu marido estávamos (lado a lado) no mesmo serviço de urgência a acompanhar o nosso filho? E não, não é a primeira vez que isto acontece. Este médico (que era uma simpatia e conquistou logo o reguila no primeiro instante) é um, entre outros tantos, a adoptar esta postura, que acredito ser inconsciente e quase automática, mas que me deixa a pensar. Porque razão se responsabiliza somente a mãe? A mãe (a mulher) continua a assegurar a maior percentagem desta equação familiar?

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