Já ouviram falar na doença “mão-boca-pé”?

Ou já viram alguma criança com essa doença (sendo que é uma síndrome comum nos mais pequeninos)? Eu já tinha visto aqui, falado com outras mães sobre isso, mas não tinha bem a noção do que era exactamente. E preferia continuar na ignorância, acreditem! Quis o universo que tal não acontecesse!

A dita ‘assentou arraiais’, sem pedir licençano corpo do meu rico filho e, não satisfeita com as mãos, os pés e a boca, pegou nas excepções da mesma e estendeu-se a outras partes do corpo. 😦 Uma virose benigna, felizmente, mas chata, feia, sem tratamento específico (a não ser que haja febre, dor ou comichão) e contagiosa. Podem encontrar mais informações neste artigo conciso e esclarecedor do pediatra Dr. Emídio Carreiro.

Estamos em casa, portanto! A hidratar, a cuidar, a mimar. Com muita calma, ou com a calma possível! ❤

Amor foge a dicionários e a regulamentos vários *

Não é regra, nem lei. Deve haver uma, ou até várias teorias que poderão evidenciar alguns fundamentos científicos para explicar casos como este. Mas é certo que episódios como o de Joe e Helen acontecem, disso não há dúvida. Se é a força do amor, da amizade ou do companheirismo, do não saber lidar com a perda, ou com a dor, não sei. Certo é não haver certezas absolutas. Não consta que existam estatísticas, tanto quanto sei, que estabeleçam o tempo que separa o reencontro de duas pessoas que se amam, ou que têm uma história de vida em comum, e que a morte levou um antes do outro. Acredito também que não é (apenas) assim que se mede o amor entre duas pessoas, mas creio que algo de muito transcendente e belo acontece em relatos como este. ❤

* Do maravilhoso poema de Carlos Drummond de Andrade:

AS SEM-RAZÕES DO AMOR

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.