Chega junto de mim de olhar tristonho e com a sua Izzy na mão. Gosta tanto da Izzy, (para quem não sabe, trata-se da única pirata menina dos desenhos animados ‘Jake e os piratas da Terra do Nunca’!)
‘Mamã, a Izzy tem os olhos pintados!’
Eu pensei ‘bolas, que o rapaz repara em tudo e não gosta que a pirata use maquilhagem.’ 😀 Mas ele nem me deu tempo para pensar muito mais. Acrescenta de imediato:
‘A carroxa do baco (‘carroça do barco’) também está toda pintada.’O problema era afinal mais abrangente.
‘E quem as pintou? – pergunto eu (em tom retórico).’
‘Foi a caneta!’Pois, faz sentido! As canetas cá de casa ganharam vida própria, como é óbvio. Eu já tinha reparado nisso, enquanto limpava, na semana passada, o candeeiro da sala. Ai, a minha vida!
Mês: Dezembro 2014
Já ouviram falar na doença “mão-boca-pé”?
Ou já viram alguma criança com essa doença (sendo que é uma síndrome comum nos mais pequeninos)? Eu já tinha visto aqui, falado com outras mães sobre isso, mas não tinha bem a noção do que era exactamente. E preferia continuar na ignorância, acreditem! Quis o universo que tal não acontecesse!
A dita ‘assentou arraiais’, sem pedir licença, no corpo do meu rico filho e, não satisfeita com as mãos, os pés e a boca, pegou nas excepções da mesma e estendeu-se a outras partes do corpo. 😦 Uma virose benigna, felizmente, mas chata, feia, sem tratamento específico (a não ser que haja febre, dor ou comichão) e contagiosa. Podem encontrar mais informações neste artigo conciso e esclarecedor do pediatra Dr. Emídio Carreiro.
Estamos em casa, portanto! A hidratar, a cuidar, a mimar. Com muita calma, ou com a calma possível! ❤
Amor foge a dicionários e a regulamentos vários *
Não é regra, nem lei. Deve haver uma, ou até várias teorias que poderão evidenciar alguns fundamentos científicos para explicar casos como este. Mas é certo que episódios como o de Joe e Helen acontecem, disso não há dúvida. Se é a força do amor, da amizade ou do companheirismo, do não saber lidar com a perda, ou com a dor, não sei. Certo é não haver certezas absolutas. Não consta que existam estatísticas, tanto quanto sei, que estabeleçam o tempo que separa o reencontro de duas pessoas que se amam, ou que têm uma história de vida em comum, e que a morte levou um antes do outro. Acredito também que não é (apenas) assim que se mede o amor entre duas pessoas, mas creio que algo de muito transcendente e belo acontece em relatos como este. ❤
* Do maravilhoso poema de Carlos Drummond de Andrade:
AS SEM-RAZÕES DO AMOR
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
♥ Treze ♥
“Quando se ama, naquele exacto segundo em que se ama, tem de se acreditar que é para sempre. Mais: tem de se ter a certeza de que é para sempre. Amar, mesmo que por segundos, mesmo que por instantes, é para sempre. E é isso, essa sensação de segundos ou de minutos ou de dias ou de horas ou de anos ou meses, que é para sempre. Ama. Ama por inteiro. Ama sem nada pelo meio. Ama, ama, ama, ama. Ama. Porque é só por aquilo que te faz perder a respiração que vale a pena respirar.“
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in “Eu Sou Deus”, de Pedro Chagas Freitas