*’Há palavras que fazem bater mais depressa o coração’

Lembram-se de ter contado aqui que o Rodrigo teve a doença “mão-boca-pé”? Pois bem. Voltei a esse episódio ontem, ao passar no facebook do blog Mum’s the Boss’ da Magda Dias. ‘Reencontrei’ uma das perguntas que constava do questionário a que respondi, aquando da inscrição num dos workshops sobre ‘Parentalidade Positiva’, que iria decorrer no Porto. Não cheguei a ir ao Workshop, com imensa pena minha, porque passara parte da madrugada desse dia nas urgências do Hospital e precisava cuidar de um filho prostrado com a tal doença chata. 😦
Voltando a ontem. Ao reler a pergunta não consegui ficar indiferente às emoções que senti quando a respondi na altura. Guardei inclusive o que escrevi, por ter sido um momento tão emotivo. O que digo no final do texto mantém-se. Aliás, justifica o reviver desta memória e este post.

Seguem pergunta e resposta…

Imagine-se daqui a 23 anos. É domingo e os seus filhos vêm almoçar a sua casa. Quem é aquele rapaz/aquela rapariga a quem abre a porta? Quais são os seus valores? Em quem é que ele/ela se tornou?»

‘É com o coração e com a alma cheios de emoção que escrevo estas palavras…
O meu filho será um homem feliz (aliás, esse é e será sempre o meu maior objectivo, enquanto mãe), sorridente, educado e que cuidará e orgulhar-se-á sempre do seu ‘mundo de afectos’, acima de qualquer coisa. Não faltarão, por isso, abraços longos, apertados e sentidos, tenho a certeza, ou assim espero.
Reconhecer-lhe-ei facilmente os valores que lhe transmitimos sempre. Educação, humildade, honestidade, integridade, rectidão, compreensão e Amor, entre outros.
Vai querer saber como estão os pais e continuará a interessar-se pelos gostos ou hobbies que conheceu em cada um de nós. Quase que consigo imaginar o filho à volta da colecção de bonsais do pai e a fazer perguntas sobre esta ou aquela árvore. Se já é assim hoje!
Vai querer ajudar a pôr a mesa, ou até a fazer um petisco para o almoço.
Conversaremos sobre o que está a fazer no momento, sobre os planos para o futuro. Agradecer-nos-á por nunca o obrigarmos a enveredar por actividades ou escolhas que não fossem as dele.
Desejo, acima de tudo, encontrar um homem feliz, positivo, de bem com a vida e saber que ele se orgulha do modo como sempre o amamos e aceitamos.
* Tenho de admitir que esta foi a pergunta que mais me fez pensar e que mais me emocionou. É certo que penso no futuro do meu filho, mas nunca tinha pensado desta forma tão objectiva. As palavras que escrevi são a suma entre aquilo que desejo e o que faço enquanto mãe e educadora para que se torne possível.

OBRIGADA por esta viagem, Magda! Só por isto, já valeu a pena!’

* in ‘O valor das palavras’ de Almada Negreiros

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4 pensamentos sobre “*’Há palavras que fazem bater mais depressa o coração’

  1. O meu filho tem hoje 24 anos e o que acontece quando vem a casa é exactamente isso que desejou para si . O que é importante é a educação que se dá às crianças e, sobretudo, o amor que elas sentem em casa. Entre todos os membros da família.
    Tenho a certeza que acontecerá o mesmo consigo. 🙂

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    • Pela experiência que tenho (que não é muita, acrescento), são os nossos filhos ‘que nos fazem pais’. Claro que as dúvidas existem e sempre existirão e ainda bem que sim. São sinal de responsabilidade!
      Obrigada eu pela visita e pelas palavras!

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