Uma imagem, uma música… e a certeza que ‘amanhã é sempre longe demais’

Foto @ Facebook


‘Amanhã é sempre longe demais’ – Rádio Macau (1990)

Um ano negro para a cultura…

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Prince deixa-nos. A cultura fica mais pobre!

*’What the world needs now is love, sweet love’…

Foi esta frase que ecoou em mim, assim que vi este vídeo. 🙂
Que tudo gira em torno do amor, nas suas  imensas  e maravilhosas variantes, e que este pode chegar de onde menos se espera!
Sabemos bem como o mundo está sedento deste precioso elemento. ❤ A música dá o mote!


Britain’s Got Talent 2016

* Frase deste tema lindo de Burt Bacharach.

‘Corzinha de Verão’ – Deolinda

Os Deolinda estão de volta!

‘Corzinha de Verão’ ressoa uma sonoridade vintage, num tema que, não sendo sublime, tem uma cadência que convida a ouvir e isso às vezes é tudo o que precisamos!
As palmas ficam para o videoclip, que está extraordinário! Adorei! Parece quase uma paródia aos queixumes dos portugueses; senão, como explicar a estranha presença de cadeiras, toalhas e bolas de praia em pleno Museu Nacional de Arte Antiga? Não é de todo comum ter os Painéis de São Vicente, um símbolo máximo da cultura portuguesa, como pano de fundo de um tema aparentemente simples e bucólico! Numa primeira abordagem, penso que o vídeo confirma uma mensagem subliminar da ‘Corzinha de Verão’. Não me parece que os Deolinda quisessem fazer algo sem grande fundamento, como ‘Os meus óculos de sol’ de Natercia Barreto.
Qual é a vossa opinião?

‘Corzinha de Verão’ – Deolinda

Por que é que o sol nunca brilha quando fico de férias
Aos fins de semana ou nos meus dias de folga?
Eu passo os dias a ver gente em fato de banho
Calções e havaiana e eu sempre de camisola.

E eu andei o ano inteiro a juntar o meu dinheiro
Para esta desilusão.
Dava todo o meu ouro por um pouco do teu bronze e
Uma corzinha de verão

Vento, eu na praia a levar com vento
A rogar pragas e a culpar são Pedro.
Que mal fiz eu ao céu?
E tento, juro que tento imaginar bom tempo
Espalho o protector solar e estendo o corpo no museu.

Por que é que tudo conspira contra a minha vontade?
Sim, sim, é verdade, não estou a ser pessimista.
É que a vizinha da cave é sempre a mais bronzeada
Traz um sorriso na cara e não sabe quem foi Kandinsky.

E eu andei o ano inteiro, a juntar o meu dinheiro
Para esta desilusão.
Dava todo o meu ouro por um pouco do teu bronze
Uma corzinha de verão

Vento, eu na praia a levar com vento
A rogar pragas e a culpar são Pedro.
Que mal fiz eu ao céu?
E tento, juro que tento imaginar bom tempo
Espalho o protector solar e estendo o corpo no museu.

E tento, juro que tento imaginar bom tempo
Espalho o protector solar e estendo o corpo no museu

O corpo no museu

 

Estado de alma…

Grata à música que ajuda, quase sempre, a expiar o que vai cá dentro!


‘Heaven’ de Carolina Deslandes

‘Também eu estou à espera de mim’…

Eu sou pelo coração, pela entrega, pelos afectos, pela esperança… EU SOU PELAS EMOÇÕES!
Este não é, para mim, o melhor tema da Mariza. Não é a sua melhor interpretação.
Estas tornam-se, porém, razões secundárias, quando o mais importante chega mais dentro da alma, seja pelo poder das palavras de Boss AC, ou pela força da interpretação da Mariza (e aqui até se justifica algum descontrolo, a que a própria música parece obrigar).
Importante mesmo são as emoções que ela provoca e, a isso, não consigo ficar indiferente.

Das palavras (e músicas) que contam histórias, vida e transbordam comoção…

Jamie Lawson – Wasn’t Expecting That

It was only a smile but my heart it went wild
I wasn’t expecting that
Just a delicate kiss, anyone could’ve missed
I wasn’t expecting that

Did I misread the sign?
Your hand slipped into mine
I wasn’t expecting that
You spent the night in my bed,
You woke up and you said
“Well, I wasn’t expecting that”

I thought love wasn’t meant to last,
I thought you were just passing through
If I ever get the nerve to ask
What did I get right to deserve somebody like you?
I wasn’t expecting that
It was only a word, it was almost mis-heard
I wasn’t expecting that
But it came without fear,
A month turned into a year
I wasn’t expecting that

I thought love wasn’t meant to last,
Honey, I thought you were just passing through
If I ever get the nerve to ask
What did I get right to deserve somebody like you?
I wasn’t expecting that

Isn’t it strange how a life can be changed
In the flicker of the sweetest smile
We were married in spring
You know I wouldn’t change a thing
Without that innocent kiss, what a life I’d have missed

If you’d not took a chance on a little romance
When I wasn’t expecting that
Time doesn’t take long, three kids up and gone
I wasn’t expecting that
When the nurses they came, said it’s come back again
I wasn’t expecting that
Then you closed your eyes, you took my heart by surprise
I wasn’t expecting that!

* ‘You had me at HELLO!’

* Trata-se da célebre expressão do filme ‘Jerry Maguire. Mas foi a primeira ‘imagem’ que me ocorreu, assim que ouvi a primeira palavra da nova música de Adele! Admito que também me lembrei do icónico ‘Hello’ de Lionel Richie (que já tem mais de 3 décadas)! 😀 Muito parecido, mesmo!
Considerações à parte, a verdade é que já tinha saudades da voz, da expressão, da emoção que ela traz para cada palavra e, especialmente, do que sinto quando a ouço!
Hello, Adele! Welcome back!


@ ’25’ (o novo álbum de Adele)

«They say that time’s supposed to heal
But I ain’t done much healing»

‘Amigo é casa’…

Publiquei este post há 7 anos…
Continuam a ser palavras que me dizem muito, que condizem com a pessoa que sou e com o valor imenso que dou ao meu mundo de afect♥s. Os poucos, mas valiosos amigos que tenho, sabem que é assim! ❤

“(…)AMIGO que é amigo quando quer estar presente
faz-se quase transparente sem deixar-se perceber.

AMIGO é pra ficar, se chegar, se achegar,
se abraçar, se beijar, se louvar, bendizer.
Amigo a gente acolhe, recolhe e agasalha
e oferece lugar pra dormir e comer.

AMIGO QUE É AMIGO NÃO PUXA TAPETE
oferece pra gente o melhor que tem e o que nem tem
quando não tem, finge que tem,
faz o que pode e o seu coração reparte que nem pão.”

Por Outras Palavras...

Obrigada, Amigos…

Amigo é casa – Zélia Duncan e Simone

Amigo é feito casa que se faz aos poucos
e com paciência pra durar pra sempre.
Mas é preciso ter muito tijolo e terra,
preparar reboco, construir tramelas.
Usar a sapiência de um João-de-Barro,
que constrói com arte a sua residência.
Há que o alicerce seja muito resistente
que às chuvas e aos ventos possa então a proteger.

E há que fincar muito jequitibá
e vigas de jatobá e adubar o jardim,
e plantar muita flor, toiceiras de resedás.
Não falte um caramanchão, pros tempos idos lembrar,
que os cabelos brancos vão surgindo
Que nem mato na roceira que mal dá pra capinar.

A casa é amizade construída aos poucos
e que a gente quer com beira e tribeira.
Com gelosia feita de matéria rara
e altas platibandas, com portão bem largo
que é pra se entrar sorrindo nas horas…

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Frágil…

A banda sonora dos últimos dias!

"Faz-me um sinal qualquer
 Se me vires falar de mais
 Eu às vezes embarco
 Em conversas banais"
                Jorge Palma in 'Frágil'