E porque hoje é o dia internacional do beijo…

… deixo-vos um vídeo com alguns beijos memoráveis da televisão e do cinema. Se não conseguirem abrir o vídeo, cliquem aqui.
Beijinhos para todos* 🙂

Apesar de não ser fácil, temos de tentar olhar sempre para o lado bom da vida…

Eu gosto de ouvir a mensagem desta música dos Monty Python, ou tão-somente o assobio que a caracteriza, quando o semblante muda para o modo cinzento, ou quando a vida me presenteia uns belos entraves, ou simplesmente porque me sinto triste e sem ânimo. Quem me visita sabe que tento ver e mostrar, quando possível, o lado bom da vida, apesar de nem sempre me encontrar nesse lado. Mas é verdade que tento, todos os dias!


Cena final do filme “Life of Brian” (1979) – Monty Python cantam “Always Look on the Bright Side of Life”, uma canção escrita por Eric Idle

Always look on the bright side of life – Monty Python

Some things in life are bad
They can really make you mad
Other things just make you swear and curse.
When you’re chewing on life’s gristle
Don’t grumble, give a whistle
And this’ll help things turn out for the best…

And… always look on the bright side of life…
Always look on the light side of life…

If life seems jolly rotten
There’s something you’ve forgotten
And that’s to laugh and smile and dance and sing.
When you’re feeling in the dumps
Don’t be silly chumps
Just purse your lips and whistle – that’s the thing.

And… always look on the bright side of life…
Always look on the light side of life…

For life is quite absurd
And death’s the final word
You must always face the curtain with a bow.
Forget about your sin – give the audience a grin
Enjoy it – it’s your last chance anyhow.

So always look on the bright side of death
Just before you draw your terminal breath

Life’s a piece of shit
When you look at it
Life’s a laugh and death’s a joke, it’s true.
You’ll see it’s all a show
Keep ‘em laughing as you go
Just remember that the last laugh is on you.

And always look on the bright side of life…
Always look on the right side of life…
(Come on guys, cheer up!)
Always look on the bright side of life…
Always look on the bright side of life…
(Worse things happen at sea, you know.)
Always look on the bright side of life…
(I mean – what have you got to lose?)
(You know, you come from nothing – you’re going back to nothing.
What have you lost? Nothing!)
Always look on the right side of life…

‘Amores Perros’ na tarde de cinema cá de casa…

Difícil de ver, mas assumidamente belíssimo!

'Amores Perros'

“Porque también somos lo que hemos perdido”

in Amores Perros de Alejandro González Iñárritu

Também acho…

@ filme "Up in the air" (Toda a gente precisa de um co-piloto)

Foto @ Tumblr

Óscares 2011: os vencedores

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Fotos @ Msnbc

Lista completa de vencedores dos Óscares 2011:

– Melhor Filme: “The King’s Speech”
– Melhor Realizador: Tom Hooper em “The King’s Speech”
– Melhor Actor: Colin Firth em “The King’s Speech”
– Melhor Actriz: Natalie Portman em “The Black Swan”
– Melhor Actor Secundário: Christian Bale em “The Fighter”
– Melhor Actriz Secundária: Melissa Leo em “The Fighter”
– Melhor Argumento Original: David Seidler em “The King’s Speech”
– Melhor Argumento Adaptado: Aaron Sorkin em “The Social Network”
– Melhor Filme Estrangeiro: “In a Better World” da Dinamarca
– Melhor Banda Sonora Original: “The Social Network”
– Melhor Canção: “We Belong Together” de Randy Newman @ “Toy Story 3”
– Melhor Fotografia: “Inception”
– Melhor Montagem: “The Social Network”
– Melhor Direcção Artística: “Alice in Wonderland”
– Melhor Guarda roupa: “Alice in Wonderland”
– Melhor Efeitos Especiais: “Inception”
– Melhor Filme Animado: “Toy Story 3”
– Melhor Curta Metragem Animada: “The Lost Thing”
– Melhor Mistura de Som: “Inception”
– Melhor edição de Som: “Inception”
– Melhor Caracterização: “The Wolfman”
– Melhor Curta Metragem: “God of Love”
– Melhor Documentário em Curta Metragem: “Strangers No More”
– Melhor Documentário em Longa Metragem: “Inside Job”

Óscares 2011: o (mediano) espectáculo

James Franco e Anne Hathaway @ Óscares 2011

Foto @ Msnbc

Tinha dito aqui que estava expectante pela cerimónia dos Óscares deste ano, mas tenho de admitir que infelizmente a desilusão foi muito grande. James Franco e Anne Hathaway são dois belíssimos actores, mas apenas isso, porque mostraram que não nasceram para apresentar espectáculos desta envergadura. Tivemos por isso 3 horas de muita monotonia, falta de ritmo, sensaboria e ausência de carisma e entrega dos dois apresentadores. Achei, contudo, que Anne Hathaway, apesar de uma postura estridente, esteve bem melhor que Franco, que parecia estar um tanto ou quanto ‘dormente’, já para não falar na sua dicção, que, na minha opinião estava péssima.

A verdade é que, quando os discursos dos vencedores ou o texto dos co-apresentadores suplantam a presença dos anfitriões, há que pensar que algo está mal. Não digo que seja tudo culpa da jovem dupla, já que quem escreve os guiões tem a sua quota parte, mas a falta de química entre os dois, o nervosismo e uma fraca capacidade de improviso tornaram esta cerimónia num autêntico ‘flop’. Se poderia ter sido pior? Podia, mas, graças à escolha feliz do guarda-roupa de Hathaway, as coisas mantiveram-se esteticamente coerentes.

Kirk Douglas

E assim, esquecendo o desapontamento, prefiro destacar alguns momentos protagonizados por actores da velha guarda, que deram vida a um espectáculo, que se queria dinâmico e jovem. Aplausos para o enérgico Kirk Douglas, que fez esquecer a plateia dos seus 94 anos.

Billy Crystal

Aplausos para Billy Crystal que devolveu, ainda que por breves momentos, a magia de uma bem-humorada apresentação. Aplausos ainda para os divertidos discursos de vitória de Colin Firth e Randy Newman e do emocionado discurso da sempre encantadora Natalie Portman.

Tenho saudades de maravilhosas cerimónias de outrora, que nos faziam acreditar que estávamos a assistir a um espectáculo de entretenimento, que transpunha a simples e glamorosa entrega de prémios. Resta-nos esperar pelo ano que vem!

A minutos do início dos óscares, aproveito para destacar uma das músicas nomeadas…

Ouçam “If I rise” de Dido & e A. R. Rahman, pelo filme “127 Hours”. É linda!

Expectante em relação à cerimónia dos Óscares deste ano…

A apresentação estará a cargo do bem-parecido James Franco e da divertida Anne Hathaway, a juventude de Hollywood, e eu mal posso esperar pelo número de abertura. :)Conseguirão superar o arraso de Hugh Jackman, ou dos hilariantes Ellen DeGeneres e Billy Crystal? Mais logo veremos.

“127 Hours”: a luta pela vida…

James Franco e Danny Boyle @ "127 Hours" *

Assisti ontem à ante-estreia de “127 Hours”, um filme do galardoado Danny Boyle e, tenho de confessar, que adorei. Admito que nem toda a gente vá gostar ou mesmo conseguir ver o filme até ao fim, tal é a dureza de algumas imagens e a estranheza do enredo. Dizem já que pode provocar efeitos físicos a quem o vê e, coincidência ou não, alguém se sentiu mal na sessão de ontem. Só não sei se o motivo para o desconforto tenha sido o mesmo.

James Franco @ '127 Hours' *

James Franco, que tem uma interpretação fabulosa, protagoniza a história do primeiro ao último minuto e leva consigo o espectador na luta titânica pela sobrevivência do seu Aron Ralston, que, depois de se ver encurralado num desfiladeiro no paraíso do Grand Canyon, com o braço preso sob uma pedra, usa de todo o seu conhecimento para se libertar de um pesadelo inimaginável, mas verídico. E ali ficamos colados à sua condição, perto de 90 minutos, uma situação que poderia provocar algum cansaço, não fosse a mestria do realizador Danny Boyle e do argumentista Simon Beaufoy, aliada à força da banda sonora do eclético A. R. Rahman.
A construção do filme é genial e temos a possibilidade de assistir, por entre o horror claustrofóbico da cena per si, a belos momentos de puro encantamento de um homem, que apesar de sozinho, consegue revisitar a sua vida e as pessoas que ama, ora consciente ou em alucinações, e perceber porque estava naquele inferno, tendo como principal objectivo a vontade de viver, a perseverança. O passar dos quase seis dias foram narrados para uma câmara de vídeo, o seu escape para a necessária sobriedade. As últimas cenas são visualmente duras, mas, pior do que isso, é imaginar que de facto tudo isto aconteceu MESMO! Podem ver o relato do próprio aqui.

Aron Ralston:” You know, I’ve been thinking. Everything is… just comes together. It’s me. I chose this. I chose all this. This rock… this rock has been waiting for me my entire life. It’s entire life, ever since it was a bit of meteorite a million, billion years ago. In space. It’s been waiting, to come here. Right, right here. I’ve been moving towards it my entire life. The minute I was born, every breath that I’ve taken, every action has been leading me to this crack on the out surface.”

* Fotos @ Rotten Tomatoes

Ainda sobre “Black Swan”…

“Black Swan” é, na minha opinião, muito mais que Natalie Portman, apesar de achar, como já disse aqui, que a interpretação dela é um assombro. Esse ‘desdobramento de protagonismo’ deve-se a duas personagens distintas: Lily (Mila Kunis) e Beth (Winona Ryder) e, assim, numa curiosa perspectiva, enquanto uma parece estar a ‘despontar’, a outra parece querer ‘regressar’.
A verdade é que fixei imediatamente os meus olhos na primeira, na deslumbrante Mila Kunis, que consegue, talvez para surpresa de muitos, um desempenho extraordinário. O seu ar exótico e invulgar e uma interpretação apaixonante chegam a ofuscar algumas vezes Natalie Portman.

Mila Kunis @ WMagazine

Foto by Inez Van Lamsweerde and Vinoodh Matadin, tirada daqui

A segunda não parece ter sido uma escolha feita ao acaso. Darren Aronofsky convidou Winona Ryder para o papel de Beth, uma bailarina em final de carreira, uma estrela decadente, sendo este papel um quase paralelismo ao rumo que a carreira da actriz tem vindo a seguir. O realizador já o tinha feito com Mickey Rourke no filme “The Wrestler”.

Winona Ryder in "Black Swan"

Foto by Niko Tavernise, tirada daqui

Começar e recomeçar encontram-se assim no mesmo plano de acção.