Da (extraordinária) intemporalidade da arte…

Neste caso de uma canção, ou melhor, de uma obra de arte de um artista prodigioso, que eu adoro – Roger Waters. E, sim, a chuva tem em mim este efeito nostálgico. 🙂 Apesar do assunto difícil que as palavras queriam (e que continuam a querer) perpassar, percebe-se que pouco (ou quase nada) mudou, salvo o salto temporal de mais de 3 décadas e uma indelével nota de optimismo que, ainda agora, teimamos em nunca deixar de acreditar.

Who is the strongest, who is the best
Who holds the aces, the East or the West
This is the crap our children are learning
But oh, oh, oh, the tide is turning

Encontros felizes…

Sabe bem encontrar vozes assim! Ouvi a música hoje na Antena 1 e não descansei enquanto não descobri de quem se tratava. Lembro-me dela na Operação Triunfo, mas a verdade é que não lhe reconheci a voz, quando a ouvi. O tempo limou arestas, deu mais bagagem a uma voz na altura ainda ‘tenra e delicada’ e parece ter chegado agora o momento do seu salto na música portuguesa. Gostei do (re)encontro!!!!


‘Altar Particular’ – Letra de Maria Gadú na voz de Cati Freitas.

Porque esta música do Palma faz hoje* todo o sentido…

Os Demitidos – Jorge Palma

(…) ‘E assim vamos vivendo
na província dos obséquios
cedendo e pactuando enquanto der
filósofos sem arte, afugentamos o desejo
temos preguiça de viver

E assim vamos vivendo…

Estás demitido, obviamente demitido
encostas-te às convergências
nunca investiste num ideal
tu sempre foste um demitido
tu foste sempre um demitido
já nasceste demitido!’

*Ver aqui

Acho que vou gostar (muito) do novo trabalho de Luísa Sobral…

… a avaliar pelos ‘teasers’ que a cantora tem disponibilizado no seu canal do youtube.
Primeiro porque gosto imenso da peculiaridade da sua voz e do seu som e depois porque terá participações de pessoas que eu admiro, a saber, Jamie Cullum, António Zambujo e Mário Laginha. Estes dois factores reunidos ainda me deixam mais expectante à espera do resultado final, que estará disponível a 8 de Abril…

Grândola, Vila Morena do Zeca Afonso na voz de Jorge Palma

Não gosto de ouvir canções (neste caso, um hino), com esta grandeza, ‘em vozes que nunca vão afinar’, nem tampouco num uso contestatário impensado.

É importante um contexto, para que não caiamos no erro de desvirtuar a nossa história. Esta versão do Palma seria certamente aplaudida pelo Zeca, porque transpira intenção, estima e reverência pela mensagem que nela encerra. Eu gosto e aplaudo!

Esta é uma das mães que eu mais admiro…

w260h395E não consigo deixar de me comover, sempre que ouço ou leio notícias como esta. Honestamente não sei o que faria se fosse comigo, como (sobre)viveria com esta dor, como teria forças para me levantar todos os dias. Esta mãe e mulher merece, acima de tudo, que lhe sejam dadas respostas, porque a incoerência parece ser uma constante neste caso.

Força Filomena!

Já não bastam as boas intenções para endireitar o que está torto…

Um destes dias, nem mesmo os educadores, com a melhor das intenções, poderão pôr em prática o chamamento de uma vida. A sociedade que hoje temos e as condições oferecidas já não vão deixar. Deixa-me triste, muito triste mesmo, porque o amor pelo ensino de muitos colegas espalhados pelo país (o meu já se esfumou há algum tempo), já não é suficiente. Valores mais altos se ‘alevantaram’. Será que ainda podemos dar a volta a isto ou assumimos  o conformismo de sempre? 😦

Dead Poets Society

                                                                                                                                                                                   Foto @ One Day, One Movie

Uma acção faz a diferença…

Gosto desta publicidade e da mensagem que ela passa, e ‘não estou nem aí’ para a instituição que está por detrás da mesma. A verdade é que, por muito que achemos que a crise não nos vai atingir, todos devíamos adoptar moderadamente comportamentos que nos possam proporcionar um melhor futuro, sem perder qualidade de vida. E é por isso que não me importo minimamente que me rotulem de ‘maníaca dos descontos’, por usar vales de descontos vários ou esperar por promoções, para adquirir certos produtos a bom preço. O que é certo é que, desde que o Rodrigo nasceu, raramente compro fraldas, leite, papas e outros bens sem ser com desconto e não, não sou obcecada. Nunca faltou nada cá em casa, por não haver promoção de um dado artigo, nem tenho sequer stock em exagero, até porque nem teria espaço para isso.  Se os supermercados promovem estas vantagens e, se ainda assim, consigo usar as marcas que gosto a um bom preço, onde está o argumento para a crítica? Será vergonha ou pudor em admitir que é  necessário algum esforço e trabalho para se poupar? Se é isso, tenho pena de quem pense assim. Ao mesmo tempo, acho curioso e engraçado o facto de algumas das tais pessoas que me criticam, terem o mesmo comportamento nos saldos das marcas ‘xpto’ e, quase que aposto, que até nem se importariam de estar em filas gigantes e barulhentas, como as da tão badalada promoção do 1 de Maio, só para comprar aquela mala ou aquele par de sapatos. Podem dizer que são opções, é certo. Pois então, eu opto pelos dois tipos de promoções, porque para mim, salvo alguns desvarios a que a moda nos incita, ambas são importantes. Contudo, em primeiro lugar estão os bens essenciais e depois, é claro, tudo o resto.

O vídeo foi um bom mote para este desabafo que andava aqui ‘entalado’ há algum tempo. 😀

“Nada na vida é uma certeza
mesmo assim não vou parar
uma acção faz a diferença
quando o momento chegar”

Fico feliz quando assisto ao despontar da arte…

Gosto muito de quem corre atrás, de quem não espera que os outros façam o seu trabalho, nem culpa terceiros pelos seus fracassos. Parece ser o caso de Filipe Pinto, que mostrou que ter vencido os Ídolos não foi o auge da sua carreira nem o definiu enquanto artista. Está a lutar pelo seu lugar e pela sua identidade enquanto intérprete e julgo que vai conseguir. Gosto disso!

“Traz a alma
Que se reveste bem
Porque o que engana
É o que lá de fora vem”

A atitude de muitos…