Feliz dia da alegria, dos sonhos, do sorriso (e gargalhada) fácil, da simplicidade em viver a vida, da inocência, da sinceridade, do sol constante…

Um imenso conjunto de características maravilhosas que  encontramos em cada criança, estes seres pequeninos que fazem de nós pessoas bem mais felizes. Obrigada, meu pequenino, pela alegria que dás ao nosso mundo!

Feliz dia da Criança <SEMPRE>! ♥

Verso de ‘Aguarela’ de Toquinho*. ♥

Foto @ Pinterest

*Música de Toquinho aqui!

‘Todo o dia é dia de ser criança’

Tão eu… no meu estado de mulher adulta, sem nunca largar a criança que vive em mim!

Crónicas Digitais by Fernanda Mello

A força das palavras…

Foto @ Pinterest

Sou gordinha há muito tempo. Não tenho quaisquer problemas com isso. Aliás, nunca tive! Quem me conhece, sabe disso. 🙂 Desde que não me traga problemas de saúde, vivo bem. Aborreciam-me, sim, e apenas quando era mais nova, as alcunhas que alguns ousaram atribuir-me, que felizmente não me afectaram nem psicologicamente, nem a nível comportamental, mas que me deixavam triste, confesso, e que nunca achei correcto, antes de muito mau gosto.
Tudo isto para dizer que não gosto de ouvir (ou ler pela blogosfera) algumas mães apelidarem as suas crianças de ‘gordinha(o)’, ‘gorducha(o)’, ‘balofinha(o)’, ‘pipinha(o)’ e outros nomes similares. Acredito que é tudo dito com muito amor, sem intenção de ferir, mas, por muito que possa acontecer o contrário, há sempre a possibilidade de esses nomes se tornarem demasiado presentes na vida da criança. Por coincidência (ou não), essas mães são quase sempre magras, ou, melhor dizendo, têm o peso que a sociedade acha aceitável E convenhamos que uma pessoa magra raramente gosta que a chamem de ‘magrela’, ‘magricela’ ou ‘trinca-espinhas’.

Ai, as palavras! Eu acredito que as palavras têm uma força imensa e que se incrustam nas nossas mentes ‘em pezinhos de lã’. Por vezes, só mais tarde percebemos o mal que nos fizeram. Posso estar a ser exagerada, mas é assim que eu penso e, por isso, tento sempre ser meticulosa na escolha das minhas palavras para os outros. Não sou perfeita, mas tento ser o melhor possível… Já Eugénio de Andrade dizia que
‘São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal’.

Assim penso também!!!

Partilhar ♥

… um verbo difícil de conjugar para muita gente (especialmente a crescida)! Vejam, com quem sabe, como é fácil PARTILHAR!!!  

‘Quando for grande, quero ser brincador. Brincar e crescer, crescer e brincar…’*

Desde que li este post, as imagens e as palavras não deixaram de girar na minha cabeça. Comentei no blog, mas não descansei enquanto não partilhei aqui este registo fotográfico tão interessante,  revelador da sociedade que nos rodeia e digno de reflexão por qualquer pai, mãe ou encarregado de educação… ou por qualquer outra pessoa que se interesse pelo assunto. Podem ver as restantes fotos de Gabriele Galimberi aqui e perceber todos os meandros deste trabalho, bem como as suas considerações sobre o mesmo. De forma sucinta, quero apenas salientar que, durante 18 meses, Gabriele Galimberi fotografou crianças e os seus brinquedos predilectos em vários pontos do planeta, em diferentes contextos sócio-económicos, destacando um ponto comum entre elas –a alegria de brincar. A diferença encontrava-se na quantidade de brinquedos que possuíam e no modo como reagiam perante a partilha dos mesmos. As crianças que tinham menos brinquedos tinham menos receio em partilhar, ao contrário das que tinham mais, que se mostravam mais possessivas. Claro que haverá mais ilações a retirar deste estudo, mas este ponto é o que infelizmente mais me assusta, sobretudo quando penso no mundo competitivo que as nossas crianças têm de enfrentar.

Recuperando o comentário que deixei no blog As Maravilhas da Maternidade, repito: o meu filho completou 16 meses a semana passada e começou há alguns meses a interagir, de forma mais intensa, com os seus brinquedos, que são poucos, admito, porque acredito que não é a quantidade que fará dele uma criança mais feliz. Para além disso, apercebo-me de uma tendência, que pode naturalmente mudar, mas ele já tem as suas preferências e escolhe invariavelmente os mesmos brinquedos.
Eu fui habituada a ter pouco e a partilhar o pouco que tinha, dadas as circunstâncias da vida. Se isso fez de mim uma pessoa mais ciente do valor das coisas e mais solidária, não sei, mas são esses os valores que anseio transmitir ao meu filho. Se vou conseguir? Não faço a ideia. Sei apenas que vou tentar.

Fiquem com algumas das fotografias, umas mais divertidas e cor-de-rosa e outras que nos deixam de ‘cabelos em pé’.

Orly – Brownsville, Texas

Li Yi Chen – Shenyang, China

Alessia – Castiglion Fiorentino, Itália

Abel – Nopaltepec, México

Keynor – Cahuita, Costa Rica

Arafa & Aisha – Bububu, Zanzibar

Bethsaida – Port au Prince, Haiti

Enea – Boulder, Colorado

Botlhe – Maun, Botswana

Cun Zi Yi – Chongqing, China

Taha – Beirut, Líbano

Chiwa – Mchinji, Malauí

Pavel – Kiev, Ucránia

Shaira – Mumbai, India

Stella – Montecchio, Itália

Naya – Managua, Nicarágua

Tangawizi – Keekorok, Quénia

* Excerto do texto O Brincador de Álvaro de Magalhães

A doçura de ser criança…

“A verdadeira pergunta é inocente e é por isso mais própria da criança. A resposta perdeu já a inocência e é assim mais própria do adulto.”

Vergílio Ferreira in “Pensar”

Ecos de um dia feliz…

Postal feito pelo João - 10.11.2006

Ontem surpreendi o meu afilhado João à saída do ATL. Pensava ele que à porta estaria o pai e por isso, quando me viu, ficou incrédulo por uns segundos, mas rapidamente se abriu no seu rosto um sorriso tão luminoso e sincero, que nunca irei esquecer. 🙂 “Esta foi a melhor das surpresas” dizia ele, enquanto caminhávamos abraçados para o carro da Li, que me ofereceu aquele momento lindo. Há tantos presentes que podemos dar e receber  e que não custam rigorosamente nada. Isto bastaria para o dia já ser muito feliz, pensam vocês com razão, mas o João ainda se lembrou de questionar a mãe no final da noite com a mais terna das perguntas:
João: A madrinha é da nossa família ou foram vocês que a escolheram?
Mãe: Fomos nós que a escolhemos, filho. Porquê?
João: Foi uma boa escolha!
Fiquei sem palavras e vim para casa com um coração cheio. Também fui escolhida para ser madrinha da mana do João, por isso acredito ter sido mesmo uma boa escolha da primeira vez.

Postal feito pelo João - 10.11.2006

As crianças têm este dom natural. São sinceras. Não lhes importa o politicamente correcto, o que nos apetece ouvir, o que fica bem e bonito. É um risco perguntar “de quem gostas mais?”, pois nunca se sabe o que dali pode sair. Uma coisa é certa, será a verdade de certeza… e isso é o melhor da vida!

Um feliz Dia da Criança…

… mesmo aquelas que ainda se sentem crianças e se desprendem da idade que realmente têm.
🙂

As bolas de sabão

As bolas de sabão que esta criança
Se entretém a largar de uma palhinha
São translucidamente uma filosofia toda.
Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,
Amigas dos olhos como as coisas,
São aquilo que são
Com uma precisão redondinha e aérea,
E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa,
Pretende que elas são mais do que parecem ser.

Algumas mal se vêem no ar lúcido.
São como a brisa que passa e mal toca nas flores
E que só sabemos que passa
Porque qualquer coisa se aligeira em nós
E aceita tudo mais nitidamente.

Fernando Pessoa

Podem escutar o poema a seguir:

A magia do Pai Natal…

Todos os anos no Natal regressa a magia do senhor das barbas brancas e começa a grande agitação à sua volta. Alguns escrevem cartas com pedidos, uns curtinhos outros mais longos e fazem promessas de bom comportamento para o ano que se avizinha. Depois há aqueles que começam a duvidar da sua existência e ainda há aqueles que, até já descobriram o seu segredo, mas fazem tudo para não acreditar. Lá chegará o dia em que tudo esclarecer-se-á nas suas cabecinhas, ainda que a verdade não seja exactamente o que mais gostariam de saber.
E qual é o papel dos adultos no decorrer destes momentos? Eu acredito que acompanhar a magia das crianças é a melhor solução. Mandar as cartas ao Pai Natal, vestir a roupinha encarnada para fazer a entrega dos presentes. E convém não esquecer, é claro, de deixar o leite e as bolachas ao Pai Natal e  às suas renas, bem juntinho da lareira.

Ho Ho Ho!

Quem quer ser Pai Natal?

Foto @ Google

Fico encantada com este tipo de iniciativas, que envolve afectos e palavras, sobretudo quando estes partem de seres tão especiais, como são as crianças. Para perceberem do que falo, leiam o propósito dos CTT no texto que se segue.

“As cartas ao Pai-Natal de centenas de crianças desfavorecidas ou em risco em Portugal vão estar disponíveis em Estações de Correios de todo o País para que qualquer pessoa as possa apadrinhar. Para tal, basta que se dirijam a uma das estações de Correios que as vão disponibilizar, escolham uma carta e apadrinhem o desejo da criança. Os correios tratarão de oferecer a embalagem e o envio dos presentes, antes da noite de 24 para 25 de Dezembro.

Esta iniciativa do Pai Natal Solidário dos CTT não seria possível sem o envolvimento de 17 instituições de solidariedade social que acompanham crianças em risco de emergência social, que os Correios de Portugal contactaram para que as crianças ao seu cuidado, até 10 anos, escrevessem cartas ao Pai-Natal. São os desejos escritos e desenhados nessas cartas que os portugueses poderão apadrinhar.

As cartas estarão disponíveis nas Estações de Correio durante o mês de Dezembro. Qualquer pessoa pode ser um Pai Natal Solidário e tem apenas de se preocupar em satisfazer o desejo da carta escolhida por si. Por razões de protecção das crianças, os envios são anónimos e os dados das crianças só serão conhecidos dos CTT, que garantem a entrega. Pode saber mais pormenores, como por exemplo em que Estações de Correio encontrar estas cartas, no site dos CTT ( http://www.ctt.pt ) ou através do número de telefone dos CTT 707 26 26 26.

As instituições aderentes a esta iniciativa dos CTT são : Refúgio Aboim Ascensão (Faro), Casa do Gaiato de Lisboa, Comunidade Vida e Paz, SOL- Associação de Apoio às Crianças VIH/SIDA, Ajuda de Mãe, Associação Ajuda de Berço, Acreditar (Lisboa), NÓS (Barreiro), Casa Dr. Alves (Ourém), Fundação Bonfim (Braga), ADAV (Coimbra), Fundação Obra do Ardina, Centro Hellen Keller, Aldeias SOS, Obra do Padre Américo (Açores) e Associação de Nossa Senhora das Candeias (Peso da Régua) e Acreditar (Funchal).

O Pai Natal Solidário dos CTT insere-se no espírito da Campanha de Luta Contra a Pobreza e Exclusão Social (consulte informação extra no site dos CTT) que os Correios lançaram há ano e meio, com o envolvimento de 50 instituições, e que permitiu já ajudar milhares de pessoas.”

Podem consultar o directório das lojas do Pai Natal Solidário aqui.