Work in progress << Da vida e do que (posso e quero) fazer para a viver bem #3

enthusiasm

Foto @ Pinterest

“Estamos convencidos que quanto mais entusiasmados nos sentirmos, mais estamos a viver. Mas nem sempre é assim.
Chegamos a achar que uma coisa que não nos entusiasma não tem valor ou não vale a pena.
Mas quem diz que aquele trabalho que parece uma seca não vai ser uma boa surpresa? Quem diz que aquela pessoa que não valorizamos pode-se tornar num dos nossos melhores amigos? Quem diz que aquele projecto que achamos ridiculo não pode ser a nossa grande vocação?
(…)
A verdade é que é uma ingenuidade querer estar sempre entusiasmado. O entusiasmo é uma parte maravilhosa da vida, mas não é a vida. O entusiasmo é um extra. Não vivemos para estar sempre entusiasmados. O entusiasmo é um bónus que nunca sabemos quando vai chegar.”

Daqui

Work in progress << Da vida e do que (posso e quero) fazer para a viver bem #2

É comum ouvir pessoas de 40 ou 50 anos dizerem que têm a vista cansada. Esse mal óptico é facilmente corrigível pela adequada prótese ocular, e por isso no momento oportuno puxam de uns óculos maravilhosos, que os ajudam a ver o que precisam, quer seja um jogo de palavras cruzadas ou um casaquinho de malha (sim, são estas as grandes ocupações desta geração).

Contudo, bem mais alarmante que essa natural fraqueza ocular, é a vista cansada que nada tem que ver com retinas e demais. Estamos a falar da própria forma como se vê as coisas. Estamos a falar de um olhar cansado: que já não se espanta, que já não se entusiasma, que já não tem esperança. E há quem o tenha desde os 20 anos. É um olhar desapontado com a realidade: Eu já vivi muito… Eu sei como as pessoas são… Já sei tudo o que preciso saber. Já nada me surpreende…

É um olhar que perdeu 3 capacidades: 1. O espanto O espanto é uma interrupção da realidade. É ser surpreendido por pequenos milagres. Milagres tão simples como sentir pele de galinha, ver uma lua cheia ou receber um abraço inesperado. O espanto é uma capacidade própria dos humildes e das crianças. É próprio de quem se deixa surpreender, próprio de quem não sabe tudo. O espanto é o começo do entusiasmo.

2. O entusiasmo O entusiasmo é uma distorção da realidade. É pegar nela e puxá-la para cima. O entusiasmo põe os olhos a brilhar e faz-nos fazer loucuras. Mas loucuras absolutamente necessárias: ir dançar uma noite inteira depois de um dia de trabalho. Ver o nascer do sol. Mergulhar num mar gelado. Beijar a pessoa de quem se gosta. O espanto é o começo da esperança.

3. A esperança A esperança é uma superação da realidade. É esperar sempre a coisa maior. É contra todas as evidências, confiar que a vida vai-se expandir em possibilidades nunca antes previstas ou imaginadas. A esperança nada tem que ver com o optimismo, esse copo meio cheio e meio tonto. Ela parte de razões muito mais fundas, que não vacilam mesmo nas dificuldades. Ela permanece, porque está assente na convicção inquebrável que independentemente do que aconteça pode sempre nascer uma coisa melhor das condições presentes.

No fundo, a vista cansada é deixar de se espantar, e por isso deixar de se entusiasmar, e por isso deixar de ter esperança. É perder a capacidade de brincar com a realidade: deixar a reinventar, sonhar e construir. É deixar de se surpreender.

Mas pode uma pessoa ter uma vista cansada e recuperar o seu olhar? Pode, mas dá trabalho. É preciso deixar tudo o que cansa o olhar: horizontes sem perspectiva, relações sem amor, acções sem sentido. Mas não basta isso… é preciso descansar o olhar em coisas que valem a pena. Reparar e parar no que anima e no que entusiasma. Acreditar e voltar a acreditar nas coisas pequeninas e nas coisas grandes. Agradecer tudo o que há e tudo o que não há.

E assim aos poucos, podemos recuperar um olhar que se surpreende.Um olhar fresco e um olhar descansado. Um olhar que ao chegar aos 50 anos até se vai rir… quando reparar nas palavras cruzadas ou no casaquinho de malha que tem ao colo.’

Daqui

Palavras de quem não sabe como se mede o Am♥r…

Não vou dar a minha opinião sobre o assunto principal deste post da Sandra Felgueiras (palavras escritas a título pessoal, não como jornalista e que me surpreenderam pela negativa, admito), primeiro porque cada qual tem direito à sua opinião e à liberdade de a expressar, mesmo que não concorde com ela, como é o caso; segundo, porque a Pólo Norte já o fez num texto para lá de maravilhoso.  Adiante, portanto!

A única coisa que quero comentar (porque mexeu mesmo com minha essência, enquanto mulher e mãe) é a ligeireza e até mesmo a imprudência no modo como Sandra Felgueiras fala no AMOR por alguém, neste caso por um filho, com base no tal assunto de que eu não quero falar. Como se isso fosse possível! Não há medida para o amor. Ele é, existe, acontece, sente-se, vive em nós e para além de nós. Não se compara, não se compra nem se vende, mas, acima de tudo, e desculpem a repetição, O AMOR NÃO SE MEDE!

E era só isto!*


Foto @ Pinterest

* Vale a pena referir que existe algo que mudou em mim, a partir do momento em fui mãe. O meu lado leoa, que, até então esteve bem camuflado, veio à tona e ‘ai daquele’ que ponha em causa o amor pelo meu filho (até soa estranho, só de escrever), com base em critérios um tanto ou quanto duvidosos. Agora, sim, era só isto!

Somos ‘uns valentes’ e às vezes nem percebemos…

A vida nem sempre é fácil, por muito que sejamos positivos, optimistas e com tendência para olhar com serenidade para o avesso dos dias. Deveríamos, se conseguirmos (ou se conseguíssemos), ter presente que o mundo não é (de todo) cor-de-rosa. Que o sol também se põe. Que o ser humano é imperfeito. Que a dor existe. Estas são verdades que deveriam viver em nós, tal como o mundo quase quimérico em que, na maior parte das vezes, pensamos morar.

A verdade é que há momentos cruéis, que nos fragmentam. Há momentos infelizes que acontecem, porque sim, e que não dependem de nós. Nessas alturas difíceis, complicadas, em que muitas vezes caímos e nos estatelámos ‘ao comprido’, em que perdemos o chão, o norte e o discernimento, o vazio acomoda-se e toma conta do espaço, do tempo e de nós. O (nosso) mundo pára! Sabemos que é difícil levantar do chão, quando as dores são muitas. Se, mesmo assim, nos agarramos a alguma coisa, se cambaleamos, graças a uma réstia de força (que surgiu por milagre, achamos nós, e que não entendemos, pelo menos não nesse momento ainda frágil), é certo que já estamos a tentar procurar o trilho do chão que antes nos pertencia. Pode haver sempre quem queira que sejamos mais velozes, mais corajosos, que não pensemos na dor (que está lá e demora a ir embora), mas o que realmente importa é perceber que já estamos a caminhar. E isso é já uma vitória! A passos lentos, é certo, mas no tempo de cada um. Fundamental é termos consciência disso… que somos valentes a partir do primeiro segundo em que nos erguemos das nossas ‘cinzas’.

Hands - Jewel

If I could tell the world just one thing
It would be that we’re all ok
And not to worry because worry is wasteful
And useless in times like these

I will not be made useless
I won’t be idled with despair
I will gather myself around my faith
For light does the darkness most fear

My hands are small, I know,
But they’re not yours they are my own
But they’re not yours they are my own
And I am never broken

Poverty stole your golden shoes
But it didn’t steal your laughter
And heartache came to visit me
But i knew it wasn’t ever after

We will fight, not out of spite
For someone must stand up for what’s right
Cause where there’s a man who has no voice
There ours shall go singing

My hands are small, I know,
But they’re not yours they are my own
But they’re not yours they are my own
And I am never broken

In the end only kindness matters
In the end only kindness matters

I will get down on my knees and I will pray
I will get down on my knees and I will pray
I will get down on my knees and I will pray

My hands are small, I know,
But they’re not yours they are my own
But they’re not yours they are my own
And I am never broken

My hands are small, i know,
But they’re not yours they are my own
But they’re not yours they are my own
And I am never broken
We are never broken

We are God’s eyes, God’s hands, God’s mind
We are God’s eyes, God’s hands, God’s heart
We are God’s eyes, God’s hands, God’s eyes, God’s hands
We are God’s hands, God’s hands, We are God’s hands

Work in progress << Da vida e do que (posso e quero) fazer para a viver bem #1

Se tivesse uma tigela com água turva e quisesse que a água ficasse límpida, o que fazia?

Há quem tenha respondido que fervia a água. Provavelmente o que faz com os pensamentos: querer torná-los límpidos com mais força do que nunca, resolvendo tudo ao mesmo tempo. Enquanto estratégia, equivale a aumentar o tráfego para reduzir a poluição, subir o volume para abafar o barulho ou recorrer a bombas para conseguir uma solução pacífica. Não é que estas estratégias nunca tenham sido tentadas; o problema é que raramente funcionam.
Se quiser tornar a água límpida, basta deixá-la em paz o tempo suficiente para a escuridão assentar. Resulta porque a água é por natureza límpida. A mente também é límpida por natureza, e o bem-estar faz parte da natureza do ser humano.’

Daqui

O lado BOM da vida…

Haverá alguém que não conheça esta música? Trata-se, para mim, de um hino à alegria e à felicidade, que, se assim quisermos, fazem de nós seres bem mais humanos.
No final de um lindo dia de partilha e cumplicidade, como o de hoje, em que sorrisos e gargalhadas compuseram a banda sonora de um encontro de amigos, “Don’t worry, be Happy”, de Bobby McFerrin, completa o círculo daquele que é o lado bom da vida… e os amigos estão sempre nesse lado.

Don’t worry, be happy


Bobby McFerrin

Here is a little song I wrote
You might want to sing it note for note
Don’t worry be happy
In every life we have some trouble
When you worry you make it double
Don’t worry, be happy…

Ain’t got no place to lay your head
Somebody came and took your bed
Don’t worry, be happy
The landlord say your rent is late
He may have to litigate
Don’t worry, be happy
Look at me I am happy
Don’t worry, be happy
Here I give you my phone number
When you worry call me
I make you happy
Don’t worry, be happy

Ain’t got no cash, ain’t got no style
Ain’t got not girl to make you smile
But don’t worry be happy
Cause when you worry
Your face will frown
And that will bring everybody down
So don’t worry, be happy (now)…

É oficial, o Natal já chegou…

Querem saber porquê? Porque a Leopoldina abriu finalmente as portas do mundo encantado dos brinquedos.

Vejam só:

By Agência Euro RSCG Portugal

* Arrisco dizer que a maior parte dos portugueses sabe, pelo menos, trautear a letra desta música, que já faz parte da banda sonora do nosso Natal. 🙂

Convém não esquecer, nesta altura colorida de festa e de magia, a Missão Sorriso, a nobre campanha, a que a Leopoldina todos os anos se associa (representando o Continente, claro), com o sincero intuito de, todos juntos, ajudarmos as nossas crianças a desfrutar de melhores cuidados de saúde.
Com a ajuda de todos, os sorrisos espalhar-se-ão…

Vivam a essência do natal…

Não se pode alterar o que já se fez…

… podemos é mudar o que ainda está por fazer.
Vale a pena pensar nisso…


“Perfect Pictures For An Imperfect World” by Fotoprix
        (imagens perfeitas para um mundo imperfeito)

A Cor da Vida…

Fotos @ Penha Garcia, 2007

A vida nem sempre tem a tonalidade que desejamos. A virtude está em saber escapar ao preto e branco que a vida por vezes nos “oferece”…

Sorriam sempre e sejam felizes! 🙂