Do [emaranhado] mundo da ilusão…

Já não bastava a euforia à volta do dia dos namorados, o afamado S. Valentim, (mais concretamente do marketing que o envolve, porque nada tenho contra a celebração do amor), e do nosso Carnaval (muito) fresquinho ‘comme il faut’, junta-se ainda o histerismo com um tal filme que veio desvirtuar completamente o apelido ‘Grey’. Dias de celebração que se juntaram, naturalmente claro, numa semana, que mais parece a semana da celebração da ilusão! Diz que é isso que a malta quer para espantar tristezas e desilusões, agarrar o mundo e ser feliz (ainda que por momentos). Não tem nada de errado! Compreendo e até aceito, mas que me cansa, lá isso cansa!

Foto daqui

O mundo aos olhos do meu filh♥…

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* in “O desenho” de Cecília Meireles

Momentos bonitos a que me agarro em dias menos bons! Obrigada, meu amor! ❤

Imagens da alma…

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Imagem @ Pinterest

Doces gestos de Am♥r…

Longe vai o tempo em que receber presentes no Natal era algo importante, mas confesso, ainda assim, que continuo a perder-me de amores por aqueles mimos que são pensados e/ou feitos com carinho para mim. Falo dos pequenos gestos simbólicos*, que para mim são tudo. Conseguem imaginar, por isso, o estado em que fiquei, quando recebi este postal lindo do meu afilhado. A iniciativa da Milka é muito bonita, mas quando nos calha a nós, meus amigos, sabe a AMOR! Garanto-vos! ♥ Sentir que alguém que amamos quer partilhar connosco algo tão doce e ‘valioso’, como o último pedaço do seu chocolate, é uma belíssima metáfora para o que mais procuro encontrar no meu mundo de afectos.

Orgulho-me das minhas lágrimas de madrinha babada e emocionada, mas sobretudo, de uma vez mais perceber como é valiosa esta missão que me confiaram há 12 anos atrás. 12 anos de um amor e cumplicidade inigualáveis!

Obrigada, João! Obrigada, meu ♥!

Natal'14

*As letras de madeira da palavra ‘NATAL’ foram pintadas também por ele, pela minha princesa (e também afilhada) Mi e pela minha mana do coração! E estão lindas!!! ❤

>>15 de Setembro de 2014<<

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Começou hoje (oficialmente) o percurso escolar do meu pequenino. Saiu de casa muito feliz, porque já sabia que ia para a sua ‘escola bonita’ (o nome que ele lhe deu). Conhecera-a na semana anterior e por lá ficara diariamente, durante algumas horas, a reconhecer o espaço, a conhecer as pessoas, os novos amigos. Todos os dias entrava e saía da ‘escola bonita’ com um sorriso gigante. Um mundo novo, que para já se fazia apenas de brincadeiras.

Hoje já é mais a sério. Continuará a haver brincadeira, mas com as regras necessárias.

Eu estou muito feliz! O coração está só mais apertadinho (sem dramas, mas com um ‘deixar voar’ ainda um pouco custoso), neste primeiro dia do resto da vida do meu pequenino!

Que sejas muito feliz nesta nova aventura, meu amor maior! ♥

Gostava de conseguir dizer…

… que hoje fui à praia (a primeira vez este ano) e que vim de lá com a energia redobrada. Mentira!!! Hoje fui à praia e vim de lá para cima de cansada. Meu Deus, como odeio areia, vento e água gelada! 
Valeu apenas pela alegria de meu amor pequenino, que adorou e se divertiu tanto! ❤

Torreira_praia

O mundo aos olhos do meu filh♥…

Dou conta que acordou. Aliás, ele tem um jeito bem característico de dizer que já são horas de se levantar. Entrei no quarto, ainda com pouca luz, e ele pergunta de imediato (sabendo bem qual vai ser a resposta):

‘Mãe, é tu?’
‘Sim, filho, sou eu! Bom dia meu amor!’
‘Bom djia!’ (sim, é mesmo assim que ele diz)
Abro a persiana, como de costume e ele grita tristíssimo:
‘Mãe, o xol num tá a biar! Oh, mãe!’ (O sol não está a brilhar!)

Percebi o desencanto nos olhos dele. Coloquei-o no meu colo e levei-o à janela. Ele olhava para todo o lado. Talvez tivesse ainda uma réstia de esperança de encontrar o sol escondido num qualquer canto do céu. Não deixei que ficasse ainda mais triste.

‘Não há sol, mas há outras coisas muito bonitas lá fora. Olha a árvore, aquele passarinho ali, as nuvens…’
‘Escuias’, observa.
‘Sim, as nuvens estão escuras, mas são bonitas, não achas?’
‘Xim!’, diz o meu pequenino já mais conformado com as cores do dia de hoje.
‘Vamos brincar? O que queres fazer?
‘Ké fajer um deseio!’ (quero fazer um desenho)

Desenha o céu, pede uma árvore e rabisca-a de ‘maxás’; pede uma ‘fior’ (flor) e, por fim, pede um ‘xol tite’ (um sol triste). É verdade, filho, o sol nem sempre brilha, mas está lá sempre (ainda que triste)! Ainda há quem diga que as crianças não percebem muito bem o que dizemos!

Sol_triste

Da soma dos dias do meu AM♥R pequenino…

crescer

Filho, hoje completas mais um mês de vida (o chamado aniversário ‘pequenino’). Desde o dia do teu nascimento, o dia mais feliz da minha vida, que assim é. Não há como ficar indiferente à importância deste número a cada novo mês. Estás tão crescido, meu amor pequenino! O mundo nem se apercebe desta contagem e de como cresces velozmente, é certo. Ele limita-se simplesmente a girar e a girar, mesmo que tu estejas a crescer  ‘nele’. Claro que, de vez em quando, algumas pessoas do mundo perguntam a tua idade. E é aí que a mãe se perde. Não porque eu não saiba, ou porque te queira ter sempre pequenino. A verdade é que, se até aos dois anos achava perfeitamente normal saber-te pelos meses, agora dou por mim a fazer contas pelos dedos, não vá enganar-me. Perdoa a tua mãe, filho, mas nunca gostei de números e faço tudo para simplicar tudo que leve os mesmos. Para além disso, não consigo imaginar dizer a alguém que tens 30 meses, mesmo que seja essa a verdade. Soa-me a coisa estranha! Acho que preferia usar a terminologia da bisa Maria (que infelizmente nunca conheceste) e que certamente diria que ‘andas nos 3’, que também é a verdade e até tem alguma graça, não achas? Simboliza quase um processo de ‘amadurecimento’ para chegar ao número certo. 🙂

Adiante… Mais vale ser sincera e admitir que o que a mãe prefere em alguns casos são os arredondamentos e, honestamente, filho, para quem, como eu, não é grande apreciadora de números, de explicações estatísticas ou mesmo da exactidão da matemática, esta foi uma grande conquista da humanidade. Se eu gostasse de números, aí filho, eu não contaria apenas há quantos anos e meses completas o meu mundo. Eu atrever-me-ia a saber quantos dias ou horas tem a tua vida. Isso é que era!

Nem imaginas a quantidade de formas que existem para dizer a tua idade! 🙂 Vê só:

2 anos
2 anos e meio
2 anos e seis meses
30 meses
quase 3 anos (a que eu vou usar a partir de amanhã)
[Acho que vou pedir a alguém, que goste de números, para fazer a conta em dias. Fiquei curiosa. 😀 ]

Em contrapartida, filho, a mãe adora palavras. E gosto muito de as usar, sobretudo para falar de afectos. Para falar de ti e para ti. Elas ajudam facilmente a descrever o amor gigante e sem fim que tenho por ti e que cresce, a cada segundo, a uma velocidade estonteante, mas que não sei mais uma vez pôr por números. E neste ponto, filho, ninguém consegue ser melhor do que eu e encontrar o número certo. Nem imaginas como isso me faz feliz! Porque o que importa não se quantifica. E o que importa é o amor e a maneira como cresces e não quantos dias, meses ou anos cresceste. Um dia vais perceber que há muita gente (dita) crescida que parece ter ainda 30 meses ou qualquer coisa do género. Mas isso são outras contas… 😀

♥♥♥

Daqueles momentos que quero recordar, só porque sim…

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Compota de morango…

Eu sei. Não é muito habitual ter posts sobre cozinha, receitas e afins aqui no estaminé. Mas hoje fiz compota pela primeira vez (nada de extraordinário também, bem sei), mas ficou tão bonita (e deliciosa) que não resisti partilhar. 🙂

Encontram a receita aqui.

Instantes de ♥ #1

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