E assim se põe toda uma geração a reviver momentos vividos ao som desta música…

Têm mesmo de ver este vídeo, que já me valeu umas boas gargalhadas e me ajudou num dia algo atribulado. Jimmy Fallon e Jack Black numa recriação (quase, quase) fiel do vídeo original de ‘More than Words’ dos Extreme, um tema dos anos 90, que quase toda a gente conhece.

O vídeo é no seu todo genial e meticulosamente pensado na tentativa de não falhar um pormenor que seja! Adorei a camisa de Jimmy Fallon e a voz de Jack Black! 🙂

Quem quiser comparar, segue o vídeo original da banda:

Surreal!!! 😀

O que se passa com a amizade? Ou melhor, o que se passa connosco?

A mais recente publicidade da Super Bock é genial. Tornou-se rapidamente num fenómeno viral nas várias redes sociais. E porquê? A cerveja continua a ser, para mim, a melhor do mercado português. Mas isso não mudou com o spot. A edição de imagem é excelente, a música é intrigante, a locução (que parece ser do actor Marco Delgado) faz a diferença! Porém, o que se destaca é simplesmente a mensagem! Um texto breve e claro, mas profundo, que se torna suficiente para embater, à primeira visualização, contra a surdez e apatia em que vivemos. Estranhamente rodeados de gadgets que nos prendem o olhar. Uma mensagem que serve, se assim quisermos ou aceitarmos, quase como um recado para cada um de nós. Não vale a pena negar. Faz falta beber uma boa cerveja, mas a maioria está, na verdade, sedenta de contacto, de afectos, de partilha directa de emoções… de comunicar olhos nos olhos. A metáfora é muito feliz!!! Portanto, não se passa nada com amizade! Ela está e sempre estará bem de saúde, se for bem ‘regada’, seja com cerveja ou outra qualquer bebida! (desde que  feito com moderação e na idade certa).

Única ressalva: não concordo com a frase os grandes amigos vão-se tornando estranhos’, porque, se a amizade for de facto grande, ela nunca acaba. ❤

O que se passa com a amizade?

Se os amigos são tão importantes na nossa vida, como é que temos tão pouca vida para os amigos? Tudo serve de desculpa. O trabalho, a família, o sono, o sofá. Habituamo-nos a adiar encontros cada vez com menos caracteres. Conversamos com ecrãs. Rimo com as teclas e fazemos likes para enganar a saudade. Mas entre um “não posso” e outro, os grandes amigos vão-se tornando estranhos. O que é estranho!

As grandes amizades não pedem muito. Mas pedem manutenção. Pedem olhares, silêncios, sintonia. Piadas que mais ninguém percebe. Pedem tempo! Mesmo que pareça pouco. Vai sempre parecer.

Não precisamos de mil amigos, precisamos de bons amigos. Muito mais do que imaginamos. Vá lá… liga-lhes e fura-lhes a agenda. Arranca-os da rotina. Das desculpas, seja a que horas for. Se estiveres de pijama, veste umas calças por cima. Marquem encontro no sítio do costume e façam o que sempre fizeram. Nada! Tenham conversas que não levam a lado nenhum. Contem as mesmas histórias de sempre, mas estejam juntos. Está na altura de pousarmos o telefone e levantarmos o copo. Se não puderes hoje vai amanhã. Mas vai mesmo.

Se a vida conspira contra a amizade, conspiremos juntos para a defender.

Leva a Amizade a sério!”

Aos 3 anos, 5 meses e 1 dia…

… ele proferiu a frase, que ansiávamos escutar há já bastante tempo:

‘Mamã, quero fazer chichi!’

Somos felizes com tão pouco! E, sim, voltámos ao desfralde que parámos há quase um ano (meu Deus, como o tempo passa!) e parece que agora vamos chegar a bom porto! ❤ Assim esperamos!

*’Há palavras que fazem bater mais depressa o coração’

Lembram-se de ter contado aqui que o Rodrigo teve a doença “mão-boca-pé”? Pois bem. Voltei a esse episódio ontem, ao passar no facebook do blog Mum’s the Boss’ da Magda Dias. ‘Reencontrei’ uma das perguntas que constava do questionário a que respondi, aquando da inscrição num dos workshops sobre ‘Parentalidade Positiva’, que iria decorrer no Porto. Não cheguei a ir ao Workshop, com imensa pena minha, porque passara parte da madrugada desse dia nas urgências do Hospital e precisava cuidar de um filho prostrado com a tal doença chata. 😦
Voltando a ontem. Ao reler a pergunta não consegui ficar indiferente às emoções que senti quando a respondi na altura. Guardei inclusive o que escrevi, por ter sido um momento tão emotivo. O que digo no final do texto mantém-se. Aliás, justifica o reviver desta memória e este post.

Seguem pergunta e resposta…

Imagine-se daqui a 23 anos. É domingo e os seus filhos vêm almoçar a sua casa. Quem é aquele rapaz/aquela rapariga a quem abre a porta? Quais são os seus valores? Em quem é que ele/ela se tornou?»

‘É com o coração e com a alma cheios de emoção que escrevo estas palavras…
O meu filho será um homem feliz (aliás, esse é e será sempre o meu maior objectivo, enquanto mãe), sorridente, educado e que cuidará e orgulhar-se-á sempre do seu ‘mundo de afectos’, acima de qualquer coisa. Não faltarão, por isso, abraços longos, apertados e sentidos, tenho a certeza, ou assim espero.
Reconhecer-lhe-ei facilmente os valores que lhe transmitimos sempre. Educação, humildade, honestidade, integridade, rectidão, compreensão e Amor, entre outros.
Vai querer saber como estão os pais e continuará a interessar-se pelos gostos ou hobbies que conheceu em cada um de nós. Quase que consigo imaginar o filho à volta da colecção de bonsais do pai e a fazer perguntas sobre esta ou aquela árvore. Se já é assim hoje!
Vai querer ajudar a pôr a mesa, ou até a fazer um petisco para o almoço.
Conversaremos sobre o que está a fazer no momento, sobre os planos para o futuro. Agradecer-nos-á por nunca o obrigarmos a enveredar por actividades ou escolhas que não fossem as dele.
Desejo, acima de tudo, encontrar um homem feliz, positivo, de bem com a vida e saber que ele se orgulha do modo como sempre o amamos e aceitamos.
* Tenho de admitir que esta foi a pergunta que mais me fez pensar e que mais me emocionou. É certo que penso no futuro do meu filho, mas nunca tinha pensado desta forma tão objectiva. As palavras que escrevi são a suma entre aquilo que desejo e o que faço enquanto mãe e educadora para que se torne possível.

OBRIGADA por esta viagem, Magda! Só por isto, já valeu a pena!’

* in ‘O valor das palavras’ de Almada Negreiros

Um tema (de 1992) sempre actual…

1992

Tinha entrado há um ano na faculdade, conhecia gente de todo o país (continente e ilhas), comunicávamos preferencialmente por carta, em algumas casas não havia (ainda) telefone fixo e começava-se a falar de (e por) telemóveis (uns autênticos ‘tijolos’, a bem da verdade). O computador era um aparelho imenso, a que geralmente só tínhamos acesso nas escolas e em casa de amigos ‘mais abonados’. (Acho que nessa altura não sabia sequer onde se ligava um pc e fazia os possíveis para nem tocar, com medo de estragar. Tanta ignorância, meu Deus!) Os trabalhos para entrega eram escritos à mão ou em máquinas de escrever e as pesquisas eram feitas em silêncio em lindas bibliotecas, de onde chegávamos muitas vezes encharcados, por não ficarem tão perto de nós quanto desejávamos e com um calo no dedo, de tanto escrever.
Apanhavam-se autocarros, comboios e camionetas da carreira para ir e vir da faculdade, a não ser que tivéssemos a sorte de arranjar boleia do pai de um amigo. Poucos tinham transporte próprio. Andar a pé fazia parte da nossa rotina e ninguém se queixava.
O dinheiro era pouco ou nenhum, mas ia dando para um café no ‘Encontro’, lá em cima na Rua do Rosário, ou no ‘Café Imagem’ na Torrinha, quando o almoço se fazia numa das cantinas da FEUP. Fui tão feliz na FEUP, sendo da FLUP! Suspiro!
Conversávamos muito! Nos intervalos nas aulas, nos dias sem aulas, ou nas aulas que furávamos. Relembro com saudade o exterior da velha faculdade, onde ficávamos horas ao ar livre a partilhar histórias vividas, outras que se queriam viver e a rascunhar o tempo que havia de vir. Falava-se de tanta coisa. De tudo, de nada. Mas falava-se. O mundo parecia acontecer mais devagar, talvez pela demora em chegar a informação.
Ainda assim, a letra dos Xutos já mostrava o que começava a ser a rotina da falta de tempo e da cultura do ‘ecrã’. Na altura a televisão era a RTP (seria este, aliás, o ano do aparecimento da SIC) e nem se vislumbrava a panóplia de gadgets que vieram ‘desviar’ a atenção de crianças e adultos, alheando-os muitas vezes da realidade.

Chuva dissolvente – Xutos & Pontapés

Entre a chuva dissolvente
No meu caminho de casa
Dou comigo na corrente
Desta gente que se arrasta
Metro, túnel, confusão
Entre suor despertino
Mergulho na solidão
No dia a dia sem destino

Putos que crescem sem se ver
Basta pô-los em frente a televisão
Hão-de um dia se esquecer
Rasgar retratos largar-me a mão
Hão-de um dia se esquecer
Como eu quando cresci
Será que ainda te lembras
Do que fizeram por ti

E o que foi feito de ti
E o que foi feito de mim
E o que foi feito de ti
Já me lembrei, já me esqueci

Quando te livrares do peso
Desse amor que não entendes
Vais sentir uma outra força
Como que uma falta imensa
E quando deres por ti
Entre a chuva dissolvente
És o pai de uma criança
No seu caminho de casa

E o que foi feito de ti
E o que foi feito de mim
E o que foi feito de ti
Já me lembrei, já me lembrei
Já me esqueci

Letra: Tim
Música: Xutos & Pontapés

Doces gestos de Am♥r…

Longe vai o tempo em que receber presentes no Natal era algo importante, mas confesso, ainda assim, que continuo a perder-me de amores por aqueles mimos que são pensados e/ou feitos com carinho para mim. Falo dos pequenos gestos simbólicos*, que para mim são tudo. Conseguem imaginar, por isso, o estado em que fiquei, quando recebi este postal lindo do meu afilhado. A iniciativa da Milka é muito bonita, mas quando nos calha a nós, meus amigos, sabe a AMOR! Garanto-vos! ♥ Sentir que alguém que amamos quer partilhar connosco algo tão doce e ‘valioso’, como o último pedaço do seu chocolate, é uma belíssima metáfora para o que mais procuro encontrar no meu mundo de afectos.

Orgulho-me das minhas lágrimas de madrinha babada e emocionada, mas sobretudo, de uma vez mais perceber como é valiosa esta missão que me confiaram há 12 anos atrás. 12 anos de um amor e cumplicidade inigualáveis!

Obrigada, João! Obrigada, meu ♥!

Natal'14

*As letras de madeira da palavra ‘NATAL’ foram pintadas também por ele, pela minha princesa (e também afilhada) Mi e pela minha mana do coração! E estão lindas!!! ❤

Dos acasos felizes que inundam a alma e dão cor a dias menos bons…

Ou de como um tema lindo, cantado de forma excepcional, envolvido num vídeo tão ‘castiço’, se tornou num verdadeiro doce para um Novembro que foi em tempos ‘o mês’ e que há um ano perdeu cor. Obrigada à música, que me salva tantas vezes! ❤

Pica do 7′António Zambujo

De manhã cedinho
Eu salto do ninho e vou para a paragem
De bandolete à espera do sete
mas não pela viagem

Eu bem que não queria
mas um certo dia eu vi-o passar
E o meu peito céptico
por um pica de eléctrico voltou a sonhar

A cada repique
que soa do clique daquele alicate
Num modo frenético
o peito céptico toca a rebate

Se o trem descarrila o povo refila e eu fico num sino
Pois um mero trajecto no meu caso concreto é já o destino

Ninguém acredita no estado em que fica o meu coração
Quando o sete me apanha
Até acho que a senha me salta da mão
Pois na carreira desta vida vã
Mais nada me dá a pica que o pica do sete me dá

Que triste fadário e que itinerário tão infeliz
Cruzar meu horário com o de um funcionário de um trem da carris
Se eu lhe perguntasse
se tem livre passe para o peito de alguém
Vá-se lá saber talvez eu lhe oblitere o peito também

Ninguém acredita no estado em que fica o meu coração
Quando o sete me apanha
Até acho que a senha me salta da mão
Pois na carreira desta vida vã
Mais nada me dá a pica que o pica do sete me dá

Mais nada me dá a pica que o pica do sete me dá

Letra e Música: Miguel Araújo

Uma canção linda para o (meu) João…

Esta então parece feita de encomenda para o meu afilhado lindo, cá para mim o ‘ai Jesus’ de muita rapariga lá do liceu. 🙂
Mais uma canção simples e maravilhosa de Luísa Sobral! Bastaram estes dois versos para derreter o meu afectado ❤ .

'Todas na escola gostam do João
 propõem namorar num papel com sim ou não'

Confesso, também eu tive um deste papéis há quase três décadas. Pieguices, bem sei. Mas sabe tão, mas tão bem recordar! ❤

Tinha saudades de ouvir esta música…

E hoje soube muito bem voltar ouvir ‘Romeo and Juliet’ dos Dire Straits, porque me fez recordar os ‘slows’ das festas de garagem (é verdade, sou desse tempo), em que este tema era presença obrigatória. Mais tarde, a música ganhou uma nova dimensão na minha vida, graças a uma noite de gargalhadas que eu e a minha Li tivemos à custa do seu videoclip ‘sui generis‘. Acho que nunca esqueceremos esse momento.

Ainda assim, memórias sempre muito positivas desta linda canção de amor. Sabe tao bem recordar! ❤

>>15 de Setembro de 2014<<

Rodrigo_primeirodia

Começou hoje (oficialmente) o percurso escolar do meu pequenino. Saiu de casa muito feliz, porque já sabia que ia para a sua ‘escola bonita’ (o nome que ele lhe deu). Conhecera-a na semana anterior e por lá ficara diariamente, durante algumas horas, a reconhecer o espaço, a conhecer as pessoas, os novos amigos. Todos os dias entrava e saía da ‘escola bonita’ com um sorriso gigante. Um mundo novo, que para já se fazia apenas de brincadeiras.

Hoje já é mais a sério. Continuará a haver brincadeira, mas com as regras necessárias.

Eu estou muito feliz! O coração está só mais apertadinho (sem dramas, mas com um ‘deixar voar’ ainda um pouco custoso), neste primeiro dia do resto da vida do meu pequenino!

Que sejas muito feliz nesta nova aventura, meu amor maior! ♥