‘Amigo é casa’…

Publiquei este post há 7 anos…
Continuam a ser palavras que me dizem muito, que condizem com a pessoa que sou e com o valor imenso que dou ao meu mundo de afect♥s. Os poucos, mas valiosos amigos que tenho, sabem que é assim! ❤

“(…)AMIGO que é amigo quando quer estar presente
faz-se quase transparente sem deixar-se perceber.

AMIGO é pra ficar, se chegar, se achegar,
se abraçar, se beijar, se louvar, bendizer.
Amigo a gente acolhe, recolhe e agasalha
e oferece lugar pra dormir e comer.

AMIGO QUE É AMIGO NÃO PUXA TAPETE
oferece pra gente o melhor que tem e o que nem tem
quando não tem, finge que tem,
faz o que pode e o seu coração reparte que nem pão.”

Por Outras Palavras...

Obrigada, Amigos…

Amigo é casa – Zélia Duncan e Simone

Amigo é feito casa que se faz aos poucos
e com paciência pra durar pra sempre.
Mas é preciso ter muito tijolo e terra,
preparar reboco, construir tramelas.
Usar a sapiência de um João-de-Barro,
que constrói com arte a sua residência.
Há que o alicerce seja muito resistente
que às chuvas e aos ventos possa então a proteger.

E há que fincar muito jequitibá
e vigas de jatobá e adubar o jardim,
e plantar muita flor, toiceiras de resedás.
Não falte um caramanchão, pros tempos idos lembrar,
que os cabelos brancos vão surgindo
Que nem mato na roceira que mal dá pra capinar.

A casa é amizade construída aos poucos
e que a gente quer com beira e tribeira.
Com gelosia feita de matéria rara
e altas platibandas, com portão bem largo
que é pra se entrar sorrindo nas horas…

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Frágil…

A banda sonora dos últimos dias!

"Faz-me um sinal qualquer
 Se me vires falar de mais
 Eu às vezes embarco
 Em conversas banais"
                Jorge Palma in 'Frágil'

O choro e o riso…

“Uma vez
Era o choro e o riso
Também eles fizeram planos
De nunca deixarem de se entender”

Jorge Palma in ‘Uma Vez’

Hoje ‘encontrei-te’ aqui…


‘Verdes Anos’ – Carlos Paredes

Viver com a Tua ausência…

Viver com a ausência infinita de alguém que amamos é a mais dura das penas, uma inquietação incomensurável. Quis a vida que também eu conhecesse pessoalmente esse vazio. E dói! Dói muito. Uma dor que chegou com o carimbo de vitalício. Uma dor que sacode a alma, tira o coração do sítio, tolda os sentidos, encurta o riso, entorpece a rotina e apodera-se de um espaço que não lhe pertence. 😦
Viver com a ausência infinita de alguém que amamos dá um diferente significado à palavra saudade. Uma saudade que ainda se faz de lágrimas, de melancolia e muita tristeza; uma saudade que não arranjou ainda espaço nas mais bonitas memórias que vivemos juntos e que queremos eternizar. Acredito que esse dia irá chegar, mas para já só consigo dizer que não te temos connosco há 29 dias e que temos tantas, tantas saudades tuas! ❤

Deixo aqui um texto do ‘nosso amigo’ Ary, Pai. Ele, sim, conhecia as palavras que davam sentido a esta coisa da saudade! Que me desculpem os intérpretes originais do tema, mas é na voz e na interpretação maravilhosas da Marisa Liz que encontro o conforto que procuro! Comecemos por aqui a encontrar o fio à meada…


Cantado por Marisa Liz

“Sete Letras” – Ary dos Santos

Esta palavra saudade
sete letras de ternura
sete letras de ansiedade
e outras tantas de aventura.
Esta palavra saudade
a mais bela e mais pura
sete letras de verdade
e outras tantas de loucura.
Sete pedras, sete cardos, sete facas e punhais
sete beijos que são nardos
sete pecados mortais.
Esta palavra saudade
dói no corpo devagar
quando a gente se levanta
fica na cama a chorar.
Esta palavra saudade
sabe a sumo de limão
tem o travo de amargura
que nasceu do coração.
Ai! palavra amarga e doce
estrangulada na garganta
palavra como se fosse
o silêncio que se canta.
Meu cavalo imenso e louco
a galopar na distância
entre o muito e entre o pouco
que me afasta da infância.
Esta palavra saudade
é a mais prenha de pranto
como um filho que nascesse
por termos sofrido tanto.
Por termos sofrido tanto
é que a saudade está viva
são sete letras de encanto
sete letras por enquanto
enquanto a gente for viva.
Esta palavra saudade
sabe ao gosto das amoras
cada vez que tu não vens
cada vez que tu demoras.
Ai! palavra amarga e doce
debruçada na idade
palavra como se fosse
um resto de mocidade.
Marcada por sete letras
a ferro e a fogo no tempo
Ai! palavra dos poetas
que a disparam contra o vento.
Esta palavra saudade
dói no corpo devagar
quando a gente se levanta
fica na cama a chorar.
Por termos sofrido tanto
é que a saudade está viva
são sete letras de encanto
sete letras por enquanto
enquanto a gente for viva.

Há coisas que não se explicam. Acontecem! Existem! E isso basta!

A música ‘foge’ um pouco ao meu gosto musical, é verdade, apesar de gostar de alguma música reggae. Best Friend’ de Richie Campbell protagonizou, ainda assim e casualmente, o fim de um longo dia de importantes conquistas pessoais. Primeiro estranhei, mas depois quis a dita entranhar-se. Acresce ainda o facto do tema me fazer lembrar a minha Li, que foi uma das pessoas que mais me apoiou (como sempre, aliás) e, acima de tudo,  porque ela é a minha ‘Best Friend’ :).


Best Friend’ de Richie Campbell

Em modo ‘repeat’

“É de sonho e de pó
O destino de um só”


‘Romaria’
– Elis Regina

A vida não pára…

Imagem @ Pinterest

Trecho de 'Paciência' de Lenine
(Clicar na imagem para ouvir]

Em modo ‘repeat’

“It is so strange the way things turn”


‘Don’t give up’ – Herbie Hancock (feat. Pink and John Legend)

Se eu soubesse dançar…

… era de algo assim que o meu corpo e alma hoje precisavam. Talvez conseguisse espantar, nem que fosse apenas por alguns instantes, medos, inseguranças e realidades duras de enfrentar!

Jenna Jonhson and Mark Kanemura @ SYTYCD – 10.ª temporada