Não consigo pensar (e falar) em ti no passado…

2 meses sem ti…

E não há forma de me convencer que tu não estás cá, Amiga! 😦
Quando penso em ti (e penso tanto e tantas vezes) sinto durante segundos, ou fracções de segundo, uma fugaz alegria, que rapidamente se dissipa e se transforma num enorme vazio. Porque acho que te vou encontrar, se não pessoalmente, pelo menos do outro lado da linha. E estremeço! Estremeço sempre, como quando se acorda de um sonho mau. Porque não estás cá! A minha mente, racional e sem grande piedade, grita essa verdade que o coração tenta contrariar! 😦
Não ouço a tua voz. Não ouço a tua querida e hilariante ‘resmunguice’!
Não pomos a conversa em dia em diálogos simultâneos, que só nós compreendemos, tantas vezes interrompidos pela falta de tempo ou pelas macaquices, birras e pedidos dos nossos pequenos tesouros.

NÃO ESTÁS CÁ! Essa é a minha realidade. Esse é o meu presente do indicativo.
Estou a fazer com que o ‘teu’ ‘Carpe Diem’  me ajude a saber viver com a tua ausência! Se vai resultar? Não sei!

Adoro-te! ❤ Sempre, para sempre!

Da música que nos transporta para (as nossas) memórias…

Hoje foi um desses dias. Estava a conduzir, quando, sem contar, comecei a escutar ’In the Air tonight’ de Phil Collins. Em menos de nada, dei por mim a lembrar-me das longas conversas sobre música com os amigos, pela noite dentro. Sim, conversávamos sobre música! 🙂 Veio também à memória a nostalgia das velhinhas cassetes, das gravações caseiras e de as escutar com tanto entusiasmo!
Este tema é simplesmente genial! Passa uma mensagem de raiva, de dor e de perda, numa cadência taciturna que nos leva para um um dos melhores solos de bateria, na minha opinião. Gosto tantinho’ , como diz a minha prima Vera (é verdade, eu tenho uma prima com esse nome).
Ai, como é bom ter saudades daqueles tempos. ❤

Estado de alma…

Grata à música que ajuda, quase sempre, a expiar o que vai cá dentro!


‘Heaven’ de Carolina Deslandes

Hoje ‘encontrei-te’ aqui…


‘Verdes Anos’ – Carlos Paredes

Viver com a Tua ausência…

Viver com a ausência infinita de alguém que amamos é a mais dura das penas, uma inquietação incomensurável. Quis a vida que também eu conhecesse pessoalmente esse vazio. E dói! Dói muito. Uma dor que chegou com o carimbo de vitalício. Uma dor que sacode a alma, tira o coração do sítio, tolda os sentidos, encurta o riso, entorpece a rotina e apodera-se de um espaço que não lhe pertence. 😦
Viver com a ausência infinita de alguém que amamos dá um diferente significado à palavra saudade. Uma saudade que ainda se faz de lágrimas, de melancolia e muita tristeza; uma saudade que não arranjou ainda espaço nas mais bonitas memórias que vivemos juntos e que queremos eternizar. Acredito que esse dia irá chegar, mas para já só consigo dizer que não te temos connosco há 29 dias e que temos tantas, tantas saudades tuas! ❤

Deixo aqui um texto do ‘nosso amigo’ Ary, Pai. Ele, sim, conhecia as palavras que davam sentido a esta coisa da saudade! Que me desculpem os intérpretes originais do tema, mas é na voz e na interpretação maravilhosas da Marisa Liz que encontro o conforto que procuro! Comecemos por aqui a encontrar o fio à meada…


Cantado por Marisa Liz

“Sete Letras” – Ary dos Santos

Esta palavra saudade
sete letras de ternura
sete letras de ansiedade
e outras tantas de aventura.
Esta palavra saudade
a mais bela e mais pura
sete letras de verdade
e outras tantas de loucura.
Sete pedras, sete cardos, sete facas e punhais
sete beijos que são nardos
sete pecados mortais.
Esta palavra saudade
dói no corpo devagar
quando a gente se levanta
fica na cama a chorar.
Esta palavra saudade
sabe a sumo de limão
tem o travo de amargura
que nasceu do coração.
Ai! palavra amarga e doce
estrangulada na garganta
palavra como se fosse
o silêncio que se canta.
Meu cavalo imenso e louco
a galopar na distância
entre o muito e entre o pouco
que me afasta da infância.
Esta palavra saudade
é a mais prenha de pranto
como um filho que nascesse
por termos sofrido tanto.
Por termos sofrido tanto
é que a saudade está viva
são sete letras de encanto
sete letras por enquanto
enquanto a gente for viva.
Esta palavra saudade
sabe ao gosto das amoras
cada vez que tu não vens
cada vez que tu demoras.
Ai! palavra amarga e doce
debruçada na idade
palavra como se fosse
um resto de mocidade.
Marcada por sete letras
a ferro e a fogo no tempo
Ai! palavra dos poetas
que a disparam contra o vento.
Esta palavra saudade
dói no corpo devagar
quando a gente se levanta
fica na cama a chorar.
Por termos sofrido tanto
é que a saudade está viva
são sete letras de encanto
sete letras por enquanto
enquanto a gente for viva.

Daqui a 20 anos vais lembrar-te deste dia…

Nessa altura, o teu afilhado terá 23 anos e achará o máximo que relembremos a história do dia em que completaste 45 anos. Contar-lhe-emos que te cantou uns parabéns bem afinados, durante a sua bela banhoca e pelo telemóvel. Não viste, bem sei, mas eu descrevo para memória futura. Apresentou-se todo ensaboado nesse palco improvisado, de chuveiro de mão a servir de microfone, comme il faut, a cantar ‘para a menina… madrinha, uma salva de palmas’. Não faltaram as palmas cheias de espuma a voar por toda a casa de banho e muitos beijinhos repenicados (no telemóvel, claro, que era onde tu estavas 🙂 ). Foi o melhor que te podemos oferecer em família! E foi tão bonito!

O amor verdadeiro vive-se assim, mesmo na distância que se impõe, mas que nós encurtamos da maneira que melhor sabemos e podemos. Estamos sempre perto uns dos outros e fazemos tudo uns pelos outros. Assim é connosco! E não fosse a falta que fazem os abraços apertados, o som das gargalhadas, a maravilha de poder ver o crescimento dos nossos mais pequenos, tudo seria mais fácil (e sei que falo pelas duas). Não existe NADA que consiga substituir estes momentos, apesar da ajuda do telefone, da internet, ou do Skype. Mesmo assim acho que sabemos como é bom sermos tão felizes juntos! ❤

‘Sisters by Heart’ by Willow Tree

Parabéns, minha querida Amiga!
Parabéns, ‘minha pessoa’!
Parabéns, minha mana do craçã!

Amo-te muito! Sempre, para sempre!

♥ ♥ ♥

Estou com saudades de uma boa ‘converseta’…

… daquelas sobre tudo e sobre nada. Sem horários, sem tabus e com muita, muita gargalhada!

Calvin & Hobbes

Tenho tido saudades dos amigos, das jantaradas, das gargalhadas…

… e nem imaginam como isso me faz feliz!

A SuaMarisa Monte

Eu só quero que você saiba
Que eu estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz

Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem

Eu só quero que você caiba
No meu colo
Porque eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás

Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem

Eu só quero que você saiba
Que eu estou pensando em você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
E que eu te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem

Hoje escrevo para ti…

Porque fazes anos, é certo, e porque oferecer palavras e música é o meu melhor presente,mas, acima de tudo, porque és a minha melhor amiga, uma cúmplice perfeita e somos companheiras de muitas lutas… com lágrimas, sorrisos e muitas, muitas, MUITAS gargalhadas.
E como sabemos rir juntas!!!

PARABÉNS, AMIGA!

Angel – Sarah Mclachlan

Spend all your time waiting
For that second chance
For a break that would make it okay
There’s always some reason
To feel not good enough
And it’s hard at the end of the day
I need some distraction
Oh beautiful release
Memory seeps from my veins
Let me be empty
And weightless and maybe
I’ll find some peace tonight

In the arms of an angel
Fly away from here
From this dark cold hotel room
And the endlessness that you fear
You are pulled from the wreckage
Of your silent reverie
You’re in the arms of the angel
May you find some comfort there

So tired of the straight line
And everywhere you turn
There’s vultures and thieves at your back
And the storm keeps on twisting
You keep on building the lie
That you make up for all that you lack
It don’t make no difference
Escaping one last time
It’s easier to believe in this sweet madness oh
This glorious sadness that brings me to my knees

In the arms of an angel
Fly away from here
From this dark cold hotel room
And the endlessness that you fear
You are pulled from the wreckage
Of your silent reverie
You’re in the arms of the angel
May you find some comfort here
You’re in the arms of the angel
May you find some comfort here

* LOVE U