O efeito dos dias…

O novo cd da Mariza (obrigada Cristina)…
as lembranças guardadas…
a chuva nas vidraças…
as palavras lindas da “Chuva” de Jorge Fernando que, na voz da Mariza, me inundam a alma…
… este é o resultado.


                  Mariza @ ‘Concerto em Lisboa’

Chuva

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai… meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob a chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

Hoje não vou nada bem…

Como nem vontade de desfiar as minhas últimas desventuras tenho, limitar-me-ei a deixar aqui uma música ilustrativa do meu estado de espírito, na voz de Ana Carolina e Seu Jorge.

Chatterton – Ana Carolina & Seu Jorge

Chatterton, suicidou
Kurt Cobain, suicidou
Vargas, suicidou
Nietzsche, enlouqueceu
E eu, não vou nada bem

Chatterton, suicidou
Cléopatra, suicidou
Sócrates, suicidou
Goya, enlouqueceu
E eu, não vou nada bem

Chatterton, suicidou
Marc-Antoine, suicidou
Van Gogh, suicidou
Schumann, enlouqueceu
E eu, não vou nada nada bem

Mad World – Gary Jules

Palavras e música que se completam plenamente… numa sintonia que se dissocia do mundo louco, em que tentamos (sobre)viver.

All around me are familiar faces
Worn out places, worn out faces
Bright and early for their daily races
Going nowhere, going nowhere
Their tears are filling up their glasses
No expression, no expression
Hide my head I want to drown my sorrow
No tomorrow, no tomorrow

And I find it kinda funny
I find it kinda sad
The dreams in which I’m dying
Are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles
It’s a very, very mad world mad world

Children waiting for the day they feel good
Happy Birthday, Happy Birthday
Made to feel the way that every child should
Sit and listen, sit and listen
Went to school and I was very nervous
No one knew me, no one knew me
Hello teacher tell me what’s my lesson
Look right through me, look right through me

And I find it kinda funny
I find it kinda sad
The dreams in which I’m dying
Are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles
It’s a very, very mad world … mad world
Enlarging your world
Mad world

Letra e música: Tears for Fears (1983)
Versão: Gary Jules (2001) para a banda sonora do filme “Donnie Darko”

Basta sentir…

… a verdade das crianças.

Se puderem, partilhem este gesto de ternura. Vale a pena!

*

To Love Somebody – Ray LaMontagne e Damien Rice

Este é o resultado da parceria de Damien Rice e Ray LaMontagne: um momento para eternizar!

Live @ Taratata [13.01.2007]

A letra vem a seguir… Continuar a ler

“Jesus Cristo Superstar” de Filipe La Féria

Ontem tive a enorme satisfação de assistir ao brilhante musical Jesus Cristo Superstar, no Teatro Rivoli, numa encenação primorosa de Filipe La Féria. Antes mesmo do início do espectáculo, as minhas expectativas eram já imensas, dado o sobejo reconhecimento do encenador, mas devo dizer que estas foram, felizmente, amplamente ultrapassadas.

Numa clara alusão à Roma Antiga, Felipe La Féria usa as macabras imagens do ataque de 11 de Setembro de 2001 às torres gémeas em Nova Iorque e a imensa destruição que adveio dos actos terroristas aí perpetrados, conseguindo, deste modo, manter a intemporalidade e a actualidade de um tema controverso, que nunca será consensual: a vida e história de Jesus Cristo.

Ao recriar a versão portuguesa de um musical mundialmente conhecido, La Féria conseguiu não defraudar a génese do mesmo, mantendo a mesma genialidade e intensidade dramáticas, numa explosão de cores, ritmos, brilhos, contrastes, majestosamente protagonizados por um elenco soberbo, profundamente contagiado pela magia do mundo que estavam a representar. Destaco, contudo, a personagem de “Judas”, papel desempenhado por Pedro Bargado, que deteve, na minha opinião, a melhor performance em palco, tanto a nível interpretativo, como a nível musical. As felicitações estendem-se evidentemente a toda a equipa que ajudou a construir este espectáculo inesquecível, não esquecendo nunca a presença inconfundível do Sr. La Féria, que fez questão de nos receber pessoalmente e, como se sabe, de forma calorosa.

Aconselho vivamente a todos uma ida ao Rivoli, pois sei que sairão de lá com o coração cheio de emoções e vivências, difíceis de esquecer. O teatro está em festa e isso fica bem visível na quantidade de pessoas que enchem e abrilhantam a entrada de uma das salas mais emblemáticas do Porto.

As melhores informações sobre este espectáculo surpreendente encontram-se aqui!

 

Espalhem os Abraços…

“SOMETIMES, A HUG IS ALL WHAT WE NEED.”

Tomei conhecimento deste vídeo no blog da Mafalda Veiga e imediatamente enviei-o a todas as pessoas que conheço. A mensagem que ele evoca é forte, poderosa e intemporal e, por isso, importa continuar a divulgar esta campanha sem medo e com fé num futuro, onde o abraço possui papel de destaque…
A origem desta fantástica iniciativa e a vida de Juan Mann, o homem que impulsionou este movimento, podem ser conhecidas
aqui.

É bom perceber que este jovem somente queria dar e obter um sorriso gratuitamente… se puder faça o mesmo. Dê um abraço…

Sorria sempre e seja feliz! 🙂

“Loving is good if it’s not understood…”

Porque o AMOR nem sempre se explica…
Damien Rice traduz essa mensagem numa música singular e plena de emoção:

The Professor and La Fille Danse”

Well I don’t know if I’m wrong
Cause she’s only just gone
Here’s to another relationship
Bombed by excellent breed of gamete disease
I’m sure when I’m older I’ll know what that means
Cried when she should and she laughed when she could
Here’s to the man with his face in the mud
And an overcast play just taken away
From the lover’s in love at the centre of stage yeah
Loving is fine if you have plenty of time
For walking on stilts at the edge of your mind
Loving is good if your dick’s made of wood
And the dick left inside only half understood her >>

What makes her come and what makes her stay?
What make the animal run, run away yeah
What makes him stall, what makes him stand
And what shakes the elephant now
And what makes a man?
I don’t know, I don’t know, I don’t know
No I don’t know you any more
No, no, no, no…
I don’t know if I’m wrong
‘Cause shes only just gone
Why is this day taking so long
I was a lover of time and once she was mine
I was a lover indeed, I was covered in weed

Cried when she should and she laughed when she could
Well closer to god is the one who’s in love
And I walk away cause I can
Too many options may kill a man
Loving is fine if it’s not in your mind
But I’ve f* it up now, too many times
Loving is good if it’s not understood
Yeah, but I’m the professor
And feel that I should know

What makes her come and what makes her stay?
What make the animal run, run away and
What makes him tick apart from his prick
And the lonelier side of the jealousy stick
I don’t know, I don’t know, I don’t know
No I don’t know, I don’t know, I don’t know
No I don’t know, I don’t know, I don’t know
Hell I don’t know you any more
No, no, no no…

Well I don’t know if I’m wrong
‘Cause she’s only just gone
Here’s to another relationship
Bombed by my excellent breed of gamete disease
I finished it off with some French wine and cheese
La fille danse
Quand elle joue avec moi
Et je pense que je l’aime des fois
Le silence, n’ose pas dis-donc
Quand on est ensemble
Mettre les mots
Sur la petite dodo.

 

Damien Rice (in B-Sides)

Sorriam sempre e sejam felizes. 🙂

 

Laços – Toranja

Porque há músicas que são eternas. “Laços” é uma dessas…

Tenho saudades dos Toranja… mas terei de esperar que os laços entre os quatro renasçam… Até lá fiquemos com as palavras desta música.

Andamos em voltas rectas na mesma esfera,
Onde ao menos nos vemos porque o fumo passou
e a chuva no chão revela os olhos por trás.
Há que limpar o restolho do que o tempo queimou

Tens fios demais a prenderem-te as cordas
Mas podes vir amanhã acreditar no mesmo Deus
Tenho riscos demais a estragar-me o quadro…
Se queres vir amanhã acreditar o mesmo Deus…

devolve-me os laços, meu amor

Andamos em voltas rectas na mesma esfera
Mas podes vir amanhã, se queres vir amanhã, podes vir amanhã
Tens riscos demais a estragar-me a pedra
mas se vieres sem corpo à procura de luz
devolve-me os laços, meu amor

(in Segundo, 2005)

Fortifiquem os vosso laços, porque nunca é tarde para o fazer.
Sorriam sempre e sejam felizes!