A música faz maravilhas…

•Novembro 9, 2009 • 2 Comentários

Acho o máximo este tipo de actos de espontaneidade! Adorava que algo assim acontecesse comigo. :)

“Grocery Store Musical”

“I Love Lunch! The Musical”

vídeos e making of in Improve Everywhere

Eu gosto de guardar sorrisos…

•Novembro 6, 2009 • 1 Comentário

São eles que quase sempre salvam os meus momentos menos bons e os dias que custam a passar.

SorrisoTrovante

Tenho um sorriso fechado na palma da minha mão.
Sorriso que foi achado caído no meio do chão.
Um sorriso que era vento desenrolado do azul
em que as minhas velas pandas se enfunavam para o Sul,
rumo a qualquer fim do mundo!

Uma ilha tropical onde o meu corpo confundo
com vento suor e sal. Era esse o teu sorriso;
o sorriso que me davas quando os teus olhos nos meus
eram dois potros com asas.

À tua espera na praia fiquei pela tarde fora,
no alto daquele rochedo onde um minuto é uma hora!
E não vi o teu sorriso surgir da areia ou do mar.
Nem tive um porto de abrigo…
Nem foste um barco a chegar.

Se me disseres que morreste não acredito. Não posso!
Andavas sempre comigo e o teu sorriso era o nosso…
Hoje guardo o teu sorriso fechado na minha mão…
A contrastar com o siso que trago no coração.

in álbum “84″ (1984)

A busca de um sonho não deve cessar NUNCA…

•Novembro 3, 2009 • 3 Comentários

Revi ontem “Fame”, o mítico filme de Alan Parker, que consegue reunir, até aos dias de hoje,  diferentes gerações em torno da magia da música, da dança e da representação. Procurar um sonho, acreditar que tudo é possível, desde que se tente, e levar avante o que por vergonha ou medo ficava guardado na gaveta do intransponível parecem facilmente fazer todo o sentido.

Out here on my ownIrene Cara

Sometimes I wonder
Where I’ve been
Who I am, do I fit in?
Make-believing is hard alone
Out here, on my own

We’re always proving
Who we are
Always reaching
For that rising star
To guide me far
And shine me home
Out here on my own

When I’m down and feeling blue
I close my eyes so I can be with you
Oh, baby, be strong for me
Baby, belong to me
Help me through
Help me need you

Until the morning sun appears
Making light of all my fears
I dry the tears I’ve never shown
out here on my own

But when I’m down and feeling blue
I close my eyes so I can be with you
Oh, baby, be strong for me
Baby, belong to me
Help me through
Help me need you

Sometimes I wonder
Where I’ve been
Who I am, do I fit in?
I may not win
But I can’t be thrown
Out here on my own
On my own

Música: Michael Gore
Letra: Lesley Gore

Os amigos merecem o nosso melhor abraço…

•Outubro 29, 2009 • 1 Comentário

Deixo um bem apertadinho só para ti, Amiga! Gosto tanto de ti! :)

“Dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim”

Vinícius de Moraes in “Chega de Saudade”

Dizem que só precisamos de AMOR…

•Outubro 25, 2009 • 16 Comentários

Podem querer provar-me do contrário, mas eu também acredito nisso. :D


“All you need is love” -  versão de Lynden David Hall para a banda sonora do filme “Love Actually”

O Outono chegou… finalmente!

•Outubro 20, 2009 • 3 Comentários
Mutts

Mutts

“No outro dia o Outono chegou, derrubando as folhas das árvores. O Vento sentia frio, e, para esquentar-se, corria zunindo pelo parque. O Outono trazia consigo uma cauda de nuvens e com elas pintou o céu de cores cinzentas.”

Jorge Amado in “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”

António Feio na “Grande Entrevista”

•Outubro 16, 2009 • 3 Comentários
António Feio - Caricatura de José Pinheiro

António Feio - Caricatura de José Oliveira

                                                                       Foto @ antoniofeio.com

Nunca foi tão requisitado pelos meios de comunicação, como nos últimos meses, e tudo por culpa de um cancro que ele quer vencer com todas as suas forças. Tenho pena que seja necessário um “bicharoco” destes, para que se perceba que ele está bem perto, como sempre esteve. E têm sido tantos os motivos para ser agraciado, entrevistado, homenageado – basta ver o seu portfolio. Na verdade, a vida é mesmo assim… ou é na maior parte das vezes. Só damos valor ao que temos quando a possibilidade de as perder se afigura diante de nós. Ele próprio admite que só agora se apercebeu que também a sua vida passou rápido demais, que repara mais no que o rodeia, que deveria ter sentido e vivido mais as coisas. O tempo revelou-se de repente sem complacência e ele agora quer fintá-lo.

No programa Grande Entrevista desta semana reforçou que é um homem cheio de energia positiva, agarrado à esperança e à vida, mas, como diz Judite de Sousa, “com medo que o amanhã não seja amanhã”. Gostei muito de ver a conversa dos dois. Foi uma entrevista muito fluída e dinâmica, que não particularizou nem compartimentou temas, como é comum.  A jornalista cruzou vida pessoal e profissional, da mesma forma que elas vivem e convivem no dia-a-dia do actor. Recorre ao humor para contornar a dor, porque sabe-o fazer como ninguém e porque conhece as vantagens de saber rir do impensável. Aliás, da vantagem sobre a doença diz que “se pudesse dava-lhe cabo do canastro só com humor”. Nunca se sabe!

Este é António Feio!
Força!

Podem assistir à entrevista na íntegra aqui.

Ausências…

•Outubro 15, 2009 • 1 Comentário
Torreira - Agosto 2009

Torreira - Agosto 2009

Na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de põr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.

José Luís Peixoto, in “A Criança em Ruínas”

Mia Rose canta “Nunca me esqueci de ti”…

•Outubro 15, 2009 • 3 Comentários

Chama-se Mia Rose, é luso-inglesa e tem uma voz  e uma presença muito bonitas.
Tenho impressão que ainda iremos ouvir falar muito de Mia Rose e da sua música, a menina que deu a conhecer a sua voz através do Youtube. Lá encontrarão versões das músicas que foi interpretando desde 2006, altura em que começou esta viagem, sendo que alguns deles já contêm músicas da sua autoria.

Nunca me esqueci de ti
João Monge / Rui Veloso

Bato a porta devagar,
Olho só mais uma vez
Como é tão bonita esta avenida…
É o cais. Flor do cais
Águas mansas e a nudez
Frágil como as asas de uma vida

É o riso, é a lágrima
A expressão incontrolada
Não podia ser de outra maneira
É a sorte, é a sina
Uma mão cheia de nada
E o mundo à cabeceira

Mas nunca
Me esqueci de ti

Tudo muda, tudo parte
Tudo tem o seu avesso.
Frágil a memória da paixão…
É a lua. Fim da tarde
É a brisa onde adormeço
Quente como a tua mão

Mas nunca
Me esqueci de ti

You Can Call Me Al – Paul Simon

•Outubro 14, 2009 • Deixe um comentário

É sempre tempo de nos encontrarmos, mesmo no meio das diferenças…


Paul Simon in álbum “Graceland” (1986)

* Adoro este vídeo com Chevy Chase! :)

A man walks down the street
He says why am I soft in the middle, now
Why am I soft in the middle
The rest of my life is so hard
I need a photo-opportunity
I want a shot at redemption
Don’t want to end up a cartoon
In a cartoon graveyard
Bone digger, bone digger
Dogs in the moonlight
Far away my well-lit door
Mr. Beer Belly, Beer Belly
Get these mutts away from me
You know I don’t find this stuff amusing anymore

If you’ll be my bodyguard
I can be your long lost pal
I can call you Betty
And Betty, when you call me
You can call me Al

A man walks down the street
He says why am I short of attention
Got a short little span of attention
And, whoa, my nights are so long
Where’s my wife and family
What if I die here
Who’ll be my role model
Now that my role model is
Gone, gone
He ducked back down the alley
With some roly-poly little bat-faced girl
All along, along
There were incidents and accidents
There were hints and allegations

If you’ll be my bodyguard
I can be your long lost pal
I can call you Betty
And Betty, when you call me
You can call me Al

Call me Al

A man walks down the street
It’s a street in a strange world
Maybe it’s the third world
Maybe it’s his first time around
Doesn’t speak the language
He holds no currency
He is a foreign man
He is surrounded by the
Sound, sound
Cattle in the marketplace
Scatterlings and orphanages
He looks around, around
He sees angels in the architecture
Spinning in infinity
He says Amen! and Hallelujah!

If you’ll be my bodyguard
I can be your long lost pal
I can call you Betty
And Betty, when you call me
You can call me Al

Call me Al
Na, na na na…

If you’ll be my bodyguard, ooooh
I can call you Betty, ooooh
If you’ll be my bodyguard, ooooh
I can call you Betty, ooooh