Uma imagem, uma música… e a certeza que ‘amanhã é sempre longe demais’

Foto @ Facebook


‘Amanhã é sempre longe demais’ – Rádio Macau (1990)

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Work in progress << Da vida e do que (posso e quero) fazer para a viver bem #9

 

meu querido coração,
é em ti que moram todas as dúvidas, mas também todas as certezas. é de ti que saem as mais difíceis, mas também as melhores decisões.

é do teu lado que permaneço sempre que preciso de me encontrar. é pelo teu «tenta outra vez» que espero quando não sei o que fazer.

é pela confiança que me dás na bússola que sabe sempre. é pela vontade persistente que manténs e que me ajuda a seguir em frente. é pela voz serena que me abraça quando preciso de mais fé. é pelo lugar bonito que és porque aloja as pessoas-sol da minha vida.

sinto-me agradecida a ti. profundamente agradecida.

por cuidares de mim, por gostares de mim, por seres bom para mim, por me ensinares, todos os dias, a conjugar com alegria o verbo viver e com resiliência o verbo acreditar: o que é meu chega com o tempo e o que não é vai-se com ele.

# obrigada.

Texto e imagem da querida Sofia*, aqui
*(Eternamente) grata pelas palavras e pela partilha! ❤

Work in progress << Da vida e do que (posso e quero) fazer para a viver bem #8

 

“não temas fazer o caminho de regresso a ti. não temas o julgamento dos outros.

recomeça sempre que [a vida] não te fizer sentido.

arruma a casa, a cabeça e a vida.
vai guardando tudo o que precisas de guardar. vai largando tudo o que pesa muito e te prende ao chão.
desfaz-te das ilusões que um dia fizeram parte dos teus dias. e que hoje, quando páras e as observas, já não cabem em ti.

e mesmo que outros achem que essa volta de 180º é a coisa mais difícil da tua vida, tu vais saber que o verbo que metade do mundo conjuga não é o que queres praticar no equilíbrio certo de ti: ter.

e que tudo o que procuras, e que queres continuar a aprender todos os dias, é a conjugação certa, mesmo que imperfeita, do verbo que te move: SER.

Texto e imagem da querida Sofia*, aqui
*(Eternamente) grata pelas palavras e pela partilha! ❤

|Palavras que me constroem, que ajudam a preencher lugares vazios ou dão resposta às perguntas em aberto!|

 

A vida não pára…

Imagem @ Pinterest

Trecho de 'Paciência' de Lenine
(Clicar na imagem para ouvir]

Não deixar nada por dizer, dar ou partilhar…

é preciso DIZER aos outros que gostamos deles. que nos fazem bem, muito bem e que na velocidade dos dias são eles que dão sentido à vida.

é preciso DAR abraços apertados e beijos doces, PARTILHAR gargalhadas e planos, alegrias e medos, sonhos e colo.

é preciso DIZER obrigada, muito obrigada. por se manterem sempre por perto e isso não ter nada a ver com geografia.
por serem os nossos pontos cardeais quando nos esquecemos do (nosso) norte.

pelas desculpas que nos aceitam e as que nos ajudam a evitar. por simplesmente existirem e por fazerem de nós pessoas muito melhores

É PRECISO dizer obrigada às nossas-pessoas-imprescindíveis. dizer-lhes obrigada por este gostar bonito: GOSTAR DOS OUTROS POR DENTRO.

[Texto da querida Sofia, aqui]

Do tempo que ‘é coisa rara e a gente só repara, quando ele já passou’…

O Tempo não pára – Mariza

Eu sei, que a vida tem pressa
que tudo aconteça,
sem que a gente peça.
Eu sei,
Eu sei, que o tempo não pára,
tempo é coisa rara
e a gente só repara,
quando ele já passou.

Não sei se andei depressa demais
Mas sei que algum sorriso eu perdi.
Vou pedir ao tempo,
que me dê mais tempo
para olhar para ti.
De agora em diante
não serei distante,
eu vou estar aqui.

Cantei,
cantei a Saudade da minha cidade
e até com vaidade cantei.
Andei pelo Mundo fora
e não via a hora
de voltar para ti

Não sei se andei depressa demais
Mas sei que algum sorriso eu perdi.
Vou pedir ao tempo,
que me dê mais tempo
para olhar para ti.
De agora em diante
não serei distante,
eu vou estar aqui.

Letra e música: Miguel Gameiro
Arranjo musical: Tiago Machado

Obrigada, pess♥as da minha vida…

«Às pessoas que nos fazem sempre bem: 
que sorte grande tê-las na nossa vida

[Texto e imagem da querida Sofia, aqui]

Será pouco o tempo que temos ou não o sabemos aproveitar?

Palavras de um tema genial, que poderiam ‘legendar’ os meus mais irrequietos silêncios, os meus pensamentos, ou o tempo que nunca chega.
Achamos (quase) sempre que sabemos que nada é certo, que tudo pode mudar em segundos, mas só entendemos isso realmente quando a vida subitamente nos troca as voltas e nos muda para sempre.

Palco do Tempo – Noiserv

É o palco do tempo
Sem tempo a mais
São voltas às voltas
Por querer sempre mais

É um verso atrás
Um degrau que não viu
São curvas as rectas
Num final não vazio

É o palco do tempo
Sobre o tempo a mais
São voltas à espera
Que não vivendo mais

Da inocência pura que revivemos nos mais pequenos e que a vida (naturalmente) nos ‘vai roubando’…

❤ Para o meu amor pequenino! ❤

Música: Sivuca
Letra: Chico Buarque [1977]

João e Maria

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você
Além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock
Para as matinés

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigada a ser feliz
E você era a princesa
Que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país

Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Sim, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido

Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim

Work in progress << Da vida e do que (posso e quero) fazer para a viver bem #7

 
«Nem sempre encontro a disciplina de me concentrar em mim e desligar do (meu) mundo. Às vezes ainda confundo egoísmo com amor-próprio, renovação com distância, contemplação com alheamento. Às vezes ainda dou por mim a sentir-me mal por gostar muito dos outros, mas gostar ainda mais de mim.

O que me (e nos) falta tantas vezes, é tempo para recuar. Tempo para medir. Tempo para ponderar. Tempo para cuidar. Tempo para despojar a razão e o coração. Tempo para «arrumar» a casa e conhecer melhor tudo o que vive do lado de dentro. Tempo para ter a coragem de por-nos, uma e outra vez, «a zeros com a vida».»

Texto e imagem da querida Sofia*, aqui e aqui [respectivamente]
*Grata pelas palavras e pela partilha! ❤