O mais importante é o (meu) caminho…

Eu adoro Anatomia de Grey, desde o primeiro episódio! Ora com episódios maravilhosos, ora com outros menos conseguidos, a verdade é que gravei na minha memória momentos, situações, frases que dificilmente esquecerei. E é isso que mais importa, quando gosto de alguma coisa. Perceber o que posso guardar para, se possível, me ajudar no meu crescimento pessoal.
Hoje recorro a estas palavras, que tão bem retratam o meu estado emocional dos últimos tempos.

“They take pictures of mountain climbers at the top of a mountain. They’re smiling, ecstatic, triumphant. They don’t take pictures along the way cos who wants to remember the rest of it. We push ourselves because we have to, not because we like it. The relentless climb, the pain and anguish of taking it to the next level. Nobody takes pictures of that. Nobody wants to remember. We just wanna remember the view from the top. The breathtaking moment at the edge of the world. That’s what keeps us climbing. And it’s worth the pain. That’s the crazy part. It’s worth anything.”

Grey’s Anatomy (S06,Ep.17)

Alegrias ou tristezas, vitórias ou derrotas… todas fazem parte desta montanha russa que é a vida. O que nem sempre se sabe, porque nem sempre nos questionam, é como foi o trajecto, como estivemos pelo caminho. As dores, as desventuras, ou as conquistas de cada um, por vezes sofridas, parecem ser para muitos, e, na maioria das vezes, pouco extraordinárias e aparentemente suportáveis.
No entanto, aquele lugar “onde só chega quem não tem medo de naufragar” é de quem o conquista. Dou por mim a perceber que o mais importante já não é ser compreendida, já não é saber se sou aceite ou se se conseguem colocar no meu lugar. Porque o mais importante é o meu caminho, a pessoa que sou, a verdade que me acompanha. A minha verdade!

Ainda tenho um longo caminho a percorrer. O meu caminho.

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Será coragem a tremura do medo?

Vertigem – Mafalda Veiga

Haverá luz sugada no escuro?
Será calor o murmúrio do frio?
Terá amor o avesso da vida?
Haverá sonhos no fundo da dor?

Serão gritos os cais do silêncio?
Será coragem a tremura do medo?
Haverá chuva que lave este sangue
E deixe que a terra acalme devagar

Esquece o medo
Sai do escuro
Abre comportas
Deixa gritar
Vai mais fundo
Persegue o mar
Persegue o mar

Será só a vertigem do abismo?
Será mordaça a leveza do pó?
Haverá negro sugado na luz?
Haverá longe por dentro de nós?

Ando sobre uma aresta de gelo
Na vertigem de um trapézio de fogo
Mas canta-me um pouco na tempestade
Canta-me um pouco na tempestade
E deixa que a terra acalme devagar

Esquece o medo
Sai do escuro
Abre comportas
Deixa gritar
Vai mais fundo
Persegue o mar
Persegue o mar

*Este tema, especialmente as palavras que o tornam tão maravilhoso (pelo menos para mim) devem estar algures noutro post deste blog. Porque volto a elas inúmeras vezes, porque me fazem bem, porque que me ajudam a a esboçar o caminho a seguir ou tão-somente a pôr os pontos nos ‘is’, que por vezes me atormentam. Para muitos pode parecer patético, mas não para mim.

Cada qual faz o melhor para se insurgir contra o medo que os desfoca da vida!

Há quem prefira não sentir e limitar-se a (sobre)viver na ‘selva’…

Por vezes custa parar. Parar o corpo. Dar um basta à razão. Usar apenas mente, emoções, afectos e perceber que o coração precisa de ser escutado. Traçar planos e ter o coração como base. Ousar sonhar, mesmo com o que pode nunca se concretizar, mas ter coragem de o fazer, porque sabemos que é certo que nos fará feliz. E, se nos faz feliz, ainda que por instantes, de que vale viver sempre com a razão na nossa sombra? Podemos depois voltar para o dia-a-dia, para a ‘selva’, para a rotina, mas chegaremos de alma cheia e com o coração mais leve, porque tivemos tempo para ele.

‘Só pode voar quem arriscar cair
Só se pode dar quem arriscar sentir

in Abraça-me bem by Mafalda Veiga

A música que deu nome ao meu blog…

Perco-me nas palavras da Mafalda para me encontrar e para me compreender. São fugas importantes para o significar dos dias… dos meus dias.


Mafalda Veiga ao vivo @ Rivoli [08’02’11]

Por outras palavrasMafalda Veiga

Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
Mais uma madrugada
Ninguém disse que o riso nos pertence
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
Mais uma gargalhada

E deixar-me devorar pelos sentidos
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundo
E morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim

Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguem prometeu nada
Fui eu que julguei que sabia arrancar sempre
Mais uma gargalhada

E deixar-me devorar pelos sentidos
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundo
E morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim

Mafalda Veiga no Rivoli… uma noite para recordar

Aconteceu ontem. Sala esgotada. Muita energia positiva e ansiedade. Olhos que transbordam de alegria. A Mafalda raramente vem ao Norte, é um facto. Vê-se gente que se encontra apenas pelo gosto em comum… o seu terno mundo de palavras.
Reparo que deveria ter escolhido um sítio mais perto do palco. Ainda estava longe do calor que queria sentir naquele momento.
O palco está lindo. Ao fundo destaca-se uma foto do olhar tímido da Mafalda e, por entre os instrumentos, vislumbra-se um piano vermelho minúsculo, próprio para crianças. Será adereço? Mais tarde protagonizaria um belo momento, “O Menino Do Piano”.
O concerto começa. O primeiro tema quebra o burburinho da sala e um “Um pouco de céu” exalta quem esperou muito por este dia. A sala enternece-se com a escolha. Seguem-se outras músicas, com palavras que adoro e que, que na voz da Mafalda, arrebatam as minhas emoções. Novos arranjos. Nova sonoridade. O mesmo encanto! Cada verso carrega uma força só e singular e cada música poderia assumir a banda sonora de parte dos meus dias, pois é nela que me encontro quase sempre.
Ninguém fala e canta o tempo como ela!
O ‘eu’, o ‘tu’ e ‘nós’ pertencem ao mesmo universo!
Com “Cúmplices” acendem-se luzes um pouco por toda a sala, um acto que não terá sido um acaso. O tema foi escrito para os seus fãs e este terá sido o modo de agradecer.
“Cada Lugar Teu” parecia encerrar o concerto. O público pediu regresso. Dois encores. LINDO!
O tempo passou rápido demais para quem quer perdurar a felicidade. Foram perto de 90 minutos de um desfiar de momentos que quero e vou guardar “ancorado em cada lugar meu”.

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Noites do Rivoli…

E eu vou lá estar dia 8 de Fevereiro, no concerto de Mafalda Veiga, num espectáculo que pretende fazer um ‘Zoom’ sobre a sua carreira, porque como a própria diz “o Tempo é sempre hoje. O olhar é sempre hoje. O caminho é sempre em frente.”

Fiquem com as datas das restantes noites:


Foto @ Noites do Rivoli

Fica tão fácil entregar a alma a quem nos traga um sopro do deserto*


Coreografia de Napoleon & Tabitha by Chelsie e Mark @ SYTYCD (4.ª temporada)

* da música “Cúmplices” de Mafalda Veiga

Imagens de Verão – Lisboa (I)

“Ai Lisboa estendida sobre o rio
Ai Lisboa de mil amores perdidos
Só de quem puder sentir
Que há um mar em ti escondido”

Mafalda Veiga

MOSTEIRO DOS JERÓNIMOS

Vista do Mosteiro dos Jerónimos

Túmulo de Luís de Camões @ Igreja Sta. Maria Belém

Claustros do Mosteiro dos Jerónimos

PADRÃO DOS DESCOBRIMENTOS

Padrão dos Descobrimentos

TORRE DE BELÉM

Torre de Belém

A vida não é dia sim, dia não…

Palavras que me inspiram a saber como recomeçar sempre que necessário.
🙂

RestolhoMafalda Veiga

Geme o restolho triste e solitário
a embalar a noite escura e fria
e a perder-se no olhar da ventania
que canta ao tom do velho campanário

Geme o restolho preso de saudade
esquecido, enlouquecido, dominado
escondido entre as sombras do montado
sem forças e sem cor e sem vontade

Geme o restolho a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda

Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar pra aprender a viver

E a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
pra receber daquilo que aumenta o coração

Entre a terra e o ar…

Viver entre o que temos e o que queremos, entre a terra e o ar faz de cada um de nós seres humanos com percalços, que nos fazem crescer e que, na maioria das vezes, sabem tão bem…

BalançarMafalda Veiga

Pedes-me um tempo
Pra balanço de vida
Mas eu sou de letras
Não me sei dividir

Para mim um balanço
É mesmo balançar
Balançar até dar
Balanço e sair

Pedes-me um sonho
Pra fazer de chão
Mas eu desses não tenho
Só dos de voar

Agarras a minha mão
Com a tua mão
E prendes-me a dizer
Que me estás a salvar

De quê?
De viver o perigo
De quê?
De rasgar o peito
Com o quê?
De morrer,
Mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais
É não ver
O que a noite esconde
E não ter
Nem sentir o vento ardente
A soprar o coração

Prendes o mundo
Dentro das mãos fechadas
E o que cabe é pouco
Mas é tudo o que tens

Esqueces que às vezes
Quando falha o chão
O salto é sem rede
E tens de abrir as mãos

Pedes-me um sonho
Pra juntar os pedaços
Mas nem tudo o que parte
Se volta a colar

E agarras a minha mão
Com a tua mão
E prendes-me e dizes-me
Para te salvar

De quê?
De viver o perigo
De quê?
De rasgar o peito
Com o quê?
De morrer,
Mas de que paixão?
De quê?
se o que mata mais
É não ver
O que a noite esconde
E não ter
Nem sentir o vento ardente
A soprar o coração